O que é a doença celíaca?
A doença celíaca é uma doença crónica do intestino que surge em pessoas com predisposição genética para desenvolver a doença quando ingerem alimentos contendo glúten. A ingestão do glúten vai provocar alterações típicas no intestino que impedem a absorção normal dos nutrientes, e é característico da doença o desaparecimento dessas lesões quando se faz uma dieta isenta de glúten.
O que é o glúten?
O glúten é uma proteína que existe na composição de alguns cereais (trigo, centeio, cevada e aveia). O arroz e o milho não possuem glúten. O glúten funciona como um factor de agressão para o intestino em pessoas geneticamente predispostas, causando um achatamento da mucosa intestinal com atrofia das vilosidades intestinais e diminuição da sua capacidade de absorção (em condições normais as vilosidades do intestino delgado são o principal local onde os nutrientes necessários ao organismo são absorvidos).
A doença celíaca é frequente?
A doença celíaca foi considerada durante muito tempo uma doença rara porque o número de casos diagnosticados na população era baixo.
Actualmente, com a melhoria dos métodos de diagnóstico e o conhecimento de que há diferentes formas de apresentação da doença, com um leque de sintomas variável, sabe-se que na população adulta cerca de 1 em cada 300 indivíduos pode estar afectado pela doença.
A doença celíaca afecta mais os homens ou as mulheres?
Embora o número de casos sintomáticos seja mais elevado no sexo feminino, os estudos epidemiológicos em que se faz o rastreio da doença na população independentemente da presença de sintomas, mostram que a doença celíaca atinge de igual modo os dois sexos.
A doença celíaca é hereditária?
Sim, a doença celíaca é uma doença genética embora se desconheça ainda a sua forma de transmissão. A probabilidade de aparecimento da doença em familiares de primeiro grau de um doente celíaco é de cerca de 10%.
Quais são os sintomas característicos da doença celíaca?
Sendo a doença celíaca uma doença em que há uma diminuição da capacidade de absorção de nutrientes no intestino, os seus sintomas são comuns a outras doenças causadoras de má absorção intestinal.
Os sintomas típicos no adulto são a diarreia crónica (aumento da frequência diária das dejecções com diminuição da consistência das fezes), a esteatorreia (fezes com um teor aumentado de gordura, volumosas, com cor clara e brilhante, mal cheirosas e moles) e a perda de peso (resultante de uma inadequada absorção de nutrientes).
O quadro clínico na criança tem algumas características próprias.
Actualmente sabe-se que na maioria dos adultos com doença celíaca não tratada apresenta formas atípicas, com queixas transitórias e sintomas extra intestinais nem sempre associados à sua verdadeira causa.
Assim, além da diarreia e esteatorreia que podem ser pouco aparentes e intermitentes, pode haver obstipação (prisão de ventre) alternando com diarreia, cólicas abdominais e distensão do abdómen (barriga inchada), dores ósseas e cãibras por perda de cálcio, magnésio e potássio, edema (inchaço) das extremidades dos membros, tremores, formigueiros e diminuição da sensibilidade das mãos e dos pés, alterações do ciclo menstrual, pele seca, unhas quebradiças, aftas, etc. A perda de peso, característica da forma clássica, pode não estar presente nas formas atípicas.
Como se manifesta habitualmente a doença celíaca nas crianças?
Os sintomas da doença celíaca podem aparecer em qualquer altura após a introdução de alimentos com glúten na dieta. O seu aparecimento nas crianças é mais frequente nos dois primeiros anos de vida mas a doença pode manter-se assintomática até à idade adulta.
Os sintomas mais frequentes na criança pequena são a diarreia crónica, a irritabilidade, os vómitos, o atraso de crescimento e o aumento de peso insuficiente. À observação temos uma criança de baixa estatura, emagrecida, com o abdómen distendido, pele seca e pálida, olheiras e semblante triste. As suas fezes são ricas em gordura (que não é absorvida), brilhantes, mal cheirosas, volumosas e pouco consistentes.
A introdução da dieta sem glúten (após confirmação do diagnóstico) leva a uma rápida modificação do aspecto das fezes, aumento de peso, com melhoria do estado geral e do humor.
Porque é que se desaconselha a administração de papás com glúten antes dos 6 meses de idade?
Sabendo-se que algumas crianças são susceptíveis à acção do glúten e poderão desenvolver quadros graves de diarreia alguns meses após a sua introdução na alimentação, procura-se com esta medida «atrasar» essa eventualidade para um pouco mais tarde, numa idade em que as consequências de uma diarreia arrastada não sejam tão graves como sucede nos primeiros meses de vida. A introdução do glúten deve fazer-se a partir dos seis meses porque se a protelarmos muito mais poderemos originar quadros tardios, que são mais atípicos e de diagnóstico difícil.
Como se diagnostica a doença celíaca?
O diagnóstico da forma clássica de doença celíaca, particularmente nas crianças, faz-se com base no quadro clínico típico (atraso de crescimento, perda de peso, distensão abdominal, diarreia crónica). Perante estes sintomas o médico pede análises ao sangue e às fezes que confirmam a existência de má absorção e pode pesquisar a existência de anticorpos no sangue característicos da doença celíaca. Se estes exames forem positivos a probabilidade de se tratar de uma doença celíaca é elevada mas o diagnóstico necessita sempre de ser confirmado através de biopsia ao intestino para identificação das lesões intestinais típicas da doença (achatamento da mucosa do intestino). Para um diagnóstico correcto a biopsia do intestino tem de ser repetida seis a nove meses após o início da dieta sem glúten, para constatar a melhoria das lesões da mucosa intestinal, como é característico desta doença; se as alterações da mucosa não tiverem melhorado com uma dieta sem glúten não estamos perante uma doença celíaca. Uma vez que a biopsia intestinal é um método invasivo para o doente, não se pode iniciar o tratamento com base na suspeita clínica ou na positividade das análises, apenas para ver se as queixas desaparecem? Não, é incorrecto iniciar uma dieta isenta de glúten sem confirmar previamente o diagnóstico de doença celíaca, uma vez que este diagnóstico implica alterações profundas dos hábitos alimentares que devem ser mantidas para o resto da vida. É fundamental que a primeira biopsia seja realizada antes de retirar o glúten da alimentação para poder detectar as lesões típicas da doença e confirmar a sua melhoria depois do tratamento.
Como se faz o rastreio da doença celíaca e a quem deve ser feito? Actualmente o rastreio da doença celíaca faz-se através da pesquisa de anticorpos específicos no sangue, que podem sugerir a existência da doença mesmo na ausência de sintomas. Estes testes não substituem a biopsia do intestino na confirmação do diagnóstico. O rastreio deve ser feito nas situações em que há um risco potencial de existência da doença, como nos familiares em primeiro grau de doentes celíacos, nos indivíduos que sofrem de doenças auto imunes (diabetes, tiróide auto imune, hepatite auto imune, etc.), na anemia arrastada por perda de ferro sem causa aparente, na síndrome do cólon irritável, na síndrome de Down (mongolismo ou trisomia 21), etc. A confirmação por biopsia intestinal deve ser proposta se o rastreio for positivo. A população geral é considerada de baixo risco, pelo que o rastreio sistemático de grupos populacionais é apenas realizado em estudos epidemiológicos.
Quais são as complicações da doença celíaca? As complicações que surgem na doença celíaca estão associadas a uma exposição prolongada ao glúten, quer resulte de um diagnóstico tardio, quer pelo incumprimento da dieta. Entre as complicações possíveis as mais graves são o aumento da probabilidade de ocorrência de doenças malignas (linfoma, carcinoma do esófago ou do intestino) e o hipoesplenismo (atrofia do baço com a consequente diminuição das defesas contra certas infecções graves). Quando o diagnóstico de doença celíaca é precoce e a dieta rigorosa as complicações são extremamente raras (a mortalidade dos doentes cujo diagnóstico foi feito na infância e cumprem a dieta isenta de glúten é idêntica à da população geral).
Qual é o tratamento da doença celíaca? O tratamento de base da doença celíaca é a dieta sem glúten, tão rigorosa quanto possível, e mantida durante toda a vida. Numa dieta sem glúten devem ser excluídos todos os alimentos que contém trigo, cevada, aveia e centeio. Os únicos cereais permitidos são o milho e o arroz. Para que a dieta seja rigorosa o doente deve analisar sempre a composição dos alimentos, particularmente os de confecção industrial. Deve ainda ter presente que alguns medicamentos têm na sua composição excipientes que contêm glúten. Para ajudar os doentes a identificar os alimentos comercializados que estão isentos de glúten a Associação de Doentes Celíacos fornece listas actualizadas destes alimentos. Na fase inicial do tratamento, se a desnutrição for importante, alguns doentes necessitam de suplementos de vitaminas e minerais. Embora seja raro, nas formas mais graves da doença poderá haver necessidade de instituir tratamentos complementares da dieta.
A dieta sem glúten só está indicada aos doentes com sintomas? Não. A dieta sem glúten deve ser feita por todas as pessoas a quem foi diagnosticada a doença, mesmo se a forma de apresentação é atípica ou silenciosa (sem sintomas). A necessidade de tratamento dos doentes assintomáticos baseia-se na existência de alterações inflamatórias mesmo quando não há sintomas, com aumento do risco das complicações malignas nas formas latentes ou silenciosas.
Quais são os alimentos permitidos e a evitar na dieta sem glúten? Alimentos permitidos: - peixe, carne, aves; - ovos, leite, iogurtes; - arroz, batata, frutos e verduras frescas em geral; - cereais de milho (corn flakes) e arroz (rice krispies); - pão de milho e outros pães, bolos, bolachas e biscoitos confeccionados com farinha sem glúten, à venda nas casas de produtos dietéticos. Alimentos a evitarem: - todos os derivados do trigo, centeio, cevada e aveia; - pão, bolos, biscoitos, doces de pastelaria, tostas e bolachas; - cereais de pequeno-almoço contendem trigo; - papás para bebés com excepção das de milho e arroz; - massas e pão ralado; - sopas de pacote, espessantes para molhos, cubos de caldo, caril em pó, mostarda, molhos, refeições pré confeccionadas;
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
CID 10 - INDICAÇÕES CLINICAS DA ACUPUNCTURA
Indicações Clínicas
da Acupunctura
de acordo com a
CID-10
Classificação Estatística Internacional
de Doenças
e Problemas Relacionados à Saúde
Nas últimas três décadas, a pesquisa científica produziu um volume considerável de dados, elucidando os mecanismos de ação, a eficácia clínica e a segurança do uso médico da Acupuntura. As vantagens do método, consagrado milenarmente, têm sido demonstradas no tratamento de diversas condições clínicas. Incluem custos mais baixos e menor ocorrência de efeitos adversos, em comparação com outros meios terapêuticos.
A Acupuntura Médica consiste na estimulação de receptores, efetores e fibras nervosas periféricas com finalidade terapêutica. As respostas envolvem processos fisiológicos nos níveis local, segmentar e encefálico do sistema nervoso, e os seus efeitos incluem inibição da função nociceptiva, restauração de padrões fisiológicos - como a normalização das respostas autonômicas, incremento da capacidade imunitária, e restauração de padrões fisiológicos, por acionamento de dispositivos homeostáticos. O mecanismo básico do método de estimulação neural periférica é sinteticamente definido como neuromodulação.
Consolidado a partir do reconhecimento das bases fisiológicas e da comprovação clínica, o emprego da Acupuntura está recomendado no tratamento de síndromes dolorosas e de distúrbios funcionais, como a síndrome de fibromialgia, migrânia, distúrbios do sono, distúrbios digestivos, urogenitais, respiratórios, circulatórios, imunitários e psico-neuro-endócrinos.
Uma indicação expressa do uso da Acupuntura em diversas situações clínicas dolorosas e disfuncionais está bem estabelecida, conforme exemplificado nas diretrizes da prática da especialidade publicadas no Projeto Diretrizes AMB/CFM, assim como as suas vantagens como método terapêutico associado, em muitas outras.
Os recursos terapêuticos utilizados pelo especialista em Acupuntura para o tratamento dessas condições, incluem a implantação temporária e a manipulação de agulhas de Acupuntura, a eletroestimulação por vias transcutânea ou percutânea (através das agulhas), assim como injeções intradérmicas, subcutâneas ou mais profundas (musculares, peritendíneas e periarticulares) de agentes anestésicos, aplicadas em sítios anatômicos definidos.
Condições Clínicas Tratáveis pelo Especialista em Acupuntura Médica, selecionadas da
Classificação Estatística Internacional de Doenças e
Problemas Relacionados à Saúde - CID-10.
Minuta preparada a partir de seleção preliminar de tópicos efetuada por Augusto Sérgio Kravchychyn, Danilo Ferreira Rodrigues, Júlio César Marchi, Marco Antonio Guardini e Norton Moritz Carneiro. Em Florianópolis, 12 de abril de 2003.
Foram acatadas sugestões dos colegas Cyro Masci, Marco Antônio Hélio, Heitor Kamigashima.
Capítulos da CID 10
I Algumas doenças infecciosas e parasitárias (A00-B99)
II Neoplasias [tumores] (C00-D48)
III Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários (D50-D89)
IV Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00-E90)
V Transtornos mentais e comportamentais (F00-F99)
VI Doenças do sistema nervoso (G00-G99)
VII Doenças do olho e anexos (H00-H59)
VIII Doenças do ouvido e da apófise mastóide (H60-H95)
IX Doenças do aparelho circulatório (I00-I99)
X Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
XI Doenças do aparelho digestivo (K00-K93)
XII Doenças da pele e do tecido subcutâneo (L00-L99)
XIII Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
XIV Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99)
XV Gravidez, parto e puerpério (O00-O99)
XVI Algumas afecções originadas no período perinatal (P00-P96)
XVII Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas (Q00-Q99)
XVIII Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00-R99)
XIX Lesões, envenenamento e algumas outras conseqüências de causas externas (S00-T98)
XX Causas externas de morbidade e de mortalidade (V01-Y98)
XXI Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde (Z00-Z99)
Critérios de exclusão
Alguns itens da CID 10 foram suprimidos devido a uma incompatibilidade absoluta com as indicações da Acupuntura. Outros, porque a aplicabilidade da Acupuntura é duvidosa (Ex. A06 Amebíase, A06.0 Disenteria amebiana aguda), e outros, em que os objetivos terapêuticos da Acupuntura não atendem o problema em si, e cuja real indicação está em outro item, relacionado a outra manifestação clínica (Ex. M41 Escoliose e M54 Dorsalgia; K80 Colelitíase e R10 Dor abdominal e pélvica).
Critérios de inclusão
Foram incluídas as condições em que a dor e/ou os distúrbios funcionais são aspectos proeminentes, e para cujo tratamento a Acupuntura representa recurso no mínimo comparável a outros métodos em uso, com os quais pode ser empregada em associação (Ex. M65 -Sinovite e tenossinovite), ou o método de primeira escolha, como é o caso do M79 – Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte (inclui Mialgia).
Graus de evidência de eficácia
Os níveis de aplicabilidade (como primeira escolha ou como integrante de um conjunto de medidas terapêuticas) do método não estão aqui discriminados, estando igualmente listadas condições em que é aplicável como tratamento de primeira linha, assim como condições em que se qualifica como coadjuvante, mas de relevância suficiente para justificar a sua utilização.
Tópicos apresentados na ordem em que aparecem na CID 10:
Capítulo V Transtornos mentais e comportamentais (F00-F99)
F32 Episódios depressivos
F32.0 Episódio depressivo leve
F32.1 Episódio depressivo moderado
F41 Outros transtornos ansiosos
F41.2 Transtorno misto ansioso e depressivo
F41.3 Outros transtornos ansiosos mistos
F45 Transtornos somatoformes
F45.3 Transtorno neurovegetativo somatoforme
F45.4 Transtorno doloroso somatoforme persistente
F48 Outros transtornos neuróticos
F48.0 Neurastenia (Síndrome de fadiga)
F51 Transtornos não-orgânicos do sono devidos a fatores emocionais
F51.0 Insônia não-orgânica
F51.1 Hipersonia não-orgânica
F51.2 Transtorno do ciclo vigília-sono devido a fatores não-orgânicos
F51.8 Outros transtornos do sono devidos a fatores não-orgânicos
F51.9 Transtorno do sono devido a fatores não-orgânicos não especificados
F59 Síndromes comportamentais associadas a transtornos das funções fisiológicas e a fatores físicos, não especificados (disfunção fisiológica psicogênica)
F98 Outros transtornos comportamentais e emocionais com início habitualmente durante a infância ou a adolescência
F98.0 Enurese de origem não-orgânica
Capítulo VI Doenças do sistema nervoso (G00-G99)
G43 Enxaqueca
G43.0 Enxaqueca sem aura
G43.1 Enxaqueca com aura
G43.8 Outras formas de enxaqueca
G43.9 Enxaqueca, sem especificação
G44 Outras síndromes de algias cefálicas
G44.2 Cefaléia tensional
G44.3 Cefaléia crônica pós-traumática
G44.4 Cefaléia induzida por drogas, não classificada em outra parte
G44.8 Outras síndromes de cefaléia especificadas
G47 Distúrbios do sono
G47.0 Distúrbios do início e da manutenção do sono (insônias)
G47.1 Distúrbios do sono por sonolência excessiva (hipersonia)
G47.2 Distúrbios do ciclo vigília-sono
G47.8 Outros distúrbios do sono
G47.9 Distúrbio do sono, não especificado
G50 Transtornos do nervo trigêmeo
G50.1 Dor facial atípica
G50.9 Transtorno não especificado do nervo trigêmeo
G51 Transtornos do nervo facial
G51.0 Paralisia de Bell
G53 Outros transtornos de nervos
G53.0 Nevralgia pós-zoster
G54 Transtornos das raízes e dos plexos nervosos
G54.0 Transtornos do plexo braquial
G54.1 Transtornos do plexo lombossacral
G54.2 Transtornos das raízes cervicais não classificadas em outra parte
G54.3 Transtornos das raízes torácicas não classificadas em outra parte
G54.4 Transtornos das raízes lombossacras não classificadas em outra parte
G54.5 Amiotrofia nevrálgica
G54.6 Síndrome dolorosa do membro fantasma
G54.7 Síndrome do membro fantasma sem manifestação dolorosa
G54.8 Outros transtornos das raízes e dos plexos nervosos
G54.9 Transtorno não especificado das raízes e dos plexos nervosos
G56 Mononeuropatias dos membros superiores
G56.0 Síndrome do túnel do carpo
G56.1 Outras lesões do nervo mediano
G56.2 Lesões do nervo ulnar
G56.3 Lesão do nervo radial
G56.4 Causalgia
G56.8 Outras mononeuropatias dos membros superiores
G56.9 Mononeuropatia dos membros superiores, não especificada
G57 Mononeuropatias dos membros inferiores
G57.0 Lesão do nervo ciático (exclui ciática atribuível a transtorno de disco intervertebral - M51.1)
G57.1 Meralgia parestésica
G57.2 Lesão do nervo femoral
G57.3 Lesão do nervo poplíteo lateral
G57.4 Lesão do nervo poplíteo medial
G57.5 Síndrome do túnel do tarso
G57.6 Lesão do nervo plantar
G57.8 Outras mononeuropatias dos membros inferiores
G57.9 Mononeuropatia dos membros inferiores, não especificada
G58 Outras mononeuropatias
G58.0 Neuropatia intercostal
G58.7 Mononeurite múltipla
G58.8 Outras mononeuropatias especificadas
G58.9 Mononeuropatia não especificada
G64 Outros transtornos do sistema nervoso periférico
G90 Transtornos do sistema nervoso autônomo
G90.9 Transtorno não especificado do sistema nervoso autônomo
Capítulo VIII Doenças do ouvido e da apófise mastóide (H60-H95)
H81 Transtornos da função vestibular
Capítulo X Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
J01 Sinusite aguda
J01.9 Sinusite aguda não especificada
J30 Rinite alérgica e vasomotora
J30.0 Rinite vasomotora
J30.4 Rinite alérgica não especificada
J32 Sinusite crônica
J32.9 Sinusite crônica não especificada
J45 Fatores psicológicos ou comportamentais associados a doença ou a transtornos classificados em outra parte
J45.0 Asma predominantemente alérgica
J45.1 Asma não-alérgica
J45.8 Asma mista
J45.9 Asma não especificada
Capítulo XI Doenças do aparelho digestivo (K00-K93)
K21 Doença de refluxo gastro-esofágico
K21.0 Doença de refluxo gastro-esofágico com esofagite
K21.9 Doença de refluxo gastro-esofágico sem esofagite
K29 Gastrite e duodenite
K29.1 Outras gastrites agudas
K29.2 Gastrite alcoólica
K29.3 Gastrite superficial crônica
K29.5 Gastrite crônica, sem outra especificação
K29.6 Outras gastrites
K29.7 Gastrite não especificada
K29.8 Duodenite
K29.9 Gastroduodenite, sem outra especificação
K58 Síndrome do cólon irritável
K58.0 Síndrome do cólon irritável com diarréia
K58.9 Síndrome do cólon irritável sem diarréia
K59 Outros transtornos funcionais do intestino
K59.0 Constipação
K59.1 Diarréia funcional
K59.2 Cólon neurogênico não classificado em outra parte
K59.4 Espasmo anal
K59.8 Outros transtornos funcionais especificados do intestino
K59.9 Transtorno intestinal funcional, não especificado
Capítulo XII Doenças da pele e do tecido subcutâneo (L00-L99)
L29 Prurido
L29.9 Prurido não especificado
L50 Urticária
Capítulo XIII Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
M10 Gota
M15 Poliartrose
M16 Coxartrose
M17 Gonartrose
M18 Artrose da primeira articulação carpometacarpiana
M19 Outras artroses
M35 Outras afecções sistêmicas do tecido conjuntivo
M35.0 Síndrome seca (Sjögren)
M35.3 Polimialgia reumática
M43 Outras dorsopatias deformantes
M45 Espondilite anquilosante
M46 Outras espondilopatias inflamatórias
M46.0 Entesopatia vertebral
M46.0 Entesopatia vertebral
M46.1 Sacroileíte não classificada em outra parte
M46.9 Espondilopatia inflamatória não especificada
M47 Espondilose
M47.2 Outras espondiloses com radiculopatias
M48 Outras espondilopatias
M50 Transtornos dos discos cervicais
M51 Outros transtornos de discos intervertebrais
M53 Outras dorsopatias não classificadas em outra parte
M54 Dorsalgia
M62 Outros transtornos musculares
M62.4 Contratura de músculo
M62.9 Transtorno muscular não especificado
M62.6 Distensão muscular
M65 Sinovite e tenossinovite
M65.2 Tendinite calcificada
M65.3 Dedo em gatilho
M65.4 Tenossinovite estilóide radial (de Quervain)
M65.8 Outras sinovites e tenossinovites
M65.9 Sinovite e tenossinovite não especificadas
M70 Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M70.0 Sinovite crepitante crônica da mão e do punho
M70.1 Bursite da mão
M70.2 Bursite do olecrano
M70.3 Outras bursites do cotovelo
M70.4 Bursite pré-patelar
M70.5 Outras bursites do joelho
M70.6 Bursite trocantérica
M70.7 Outras bursites do quadril
M70.8 Outros transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M70.9 Transtorno não especificado dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M75 Lesões do ombro
M75.0 Capsulite adesiva do ombro
M75.1 Síndrome do manguito rotador
M75.2 Tendinite bicepital
M75.3 Tendinite calcificante do ombro
M75.4 Síndrome de colisão do ombro
M75.5 Bursite do ombro
M75.8 Outras lesões do ombro
M75.9 Lesão não especificada do ombro
M76 Entesopatias dos membros inferiores, excluindo pé
M76.0 Tendinite glútea
M76.1 Tendinite do psoas
M76.0 Esporão da crista ilíaca
M76.3 Síndrome da faixa iliotibial
M76.4 Bursite tibial colateral (Pellegrini-Stieda)
M76.5 Tendinite patelar
M76.6 Tendinite aquileana
M76.7 Tendinite do perônio
M76.8 Outras entesopatias do membro inferior, excluindo o pé
M76.9 Entesopatia do membro inferior não especificada
M77 Outras entesopatias
M77.0 Epicondilite medial
M77.1 Epicondilite lateral
M77.2 Periartrite do punho
M77.3 Esporão do calcâneo
M77.4 Metatarsalgia
M77.5 Outra entesopatia do pé
M77.8 Outras entesopatias não classificadas em outra parte
M77.9 Entesopatia não especificada
M79 Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte
M79.0 Reumatismo não especificado (inclui Fibromialgia)
M79.1 Mialgia
M99 Lesões biomecânicas não classificadas em outra parte
M99.0 Disfunção segmentar e somática
M99.1 Complexo de subluxação (vertebral)
M99.8 Outras lesões biomecânicas
M99 por região:
1. Região cefálica - occipitocervical
2. Região cervical - cervicotorácica
3. Região torácica - toracolombar
4. Região lombar - lombossacra
5. Região sacra - sacrococígea ou sacroilíaca
6. Região pélvica - quadril ou púbica
7. Extremidade inferior
8. Extremidade superior - acromioclavicular e esternoclavicular
9. Caixa torácica - costocondral, costovertebral, esternocondral
10. Abdome e outras
Capítulo XIV Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99)
N23 Cólica nefrética não especificada
N30 Cistite
N30.1 Cistite intersticial (crônica)
N30.2 Outras cistites crônicas
N31 Disfunções neuro-musculares da bexiga não classificados em outra parte
N31.1 Bexiga neuropática reflexa não classificada em outra parte
N31.8 Outra disfunção neuromuscular da bexiga
N31.9 Disfunção neuromuscular não especificada da bexiga
N39 Outros transtornos do trato urinário
N39.3 Incontinência urinária de tensão ("stress")
N39.9 Transtornos não especificados do aparelho urinário
N60 Displasias mamárias benignas
N60.9 Displasia mamária benigna não especificada
N94 Dor e outras afecções associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N94.0 Ovulação dolorosa
N94.1 Dispareunia
N94.3 Síndrome de tensão pré-menstrual
N94.6 Dismenorréia não especificada
N94.8 Outras afecções especificadas associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N94.9 Afecções não especificadas associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N97 Infertilidade feminina
N97.0 Infertilidade feminina associada a anovulação
Capítulo XV Gravidez, parto e puerpério (O00-O99)
021 Vômitos excessivos na gravidez
021.0 Hiperemese gravídica leve
021.2 Vômitos tardios da gravidez
021.8 Outras formas de vômitos complicando a gravidez
021.9 Vômitos da gravidez, não especificados
Capítulo XVIII Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00-R99)
R06 Anormalidades da respiração
R06.6 Soluço
R07 Dor de garganta e no peito
R07.1 Dor torácica ao respirar
R07.2 Dor precordial
R07.4 Dor torácica, não especificada
R10 Dor abdominal e pélvica
R10.1 Dor localizada no abdome superior
R10.2 Dor pélvica e perineal
R10.3 Dor localizada em outras partes do abdome inferior
R10.4 Outras dores abdominais e as não especificadas
R11 Náusea e vômitos
R12 Pirose
R13 Disfagia
R14 Flatulência e afecções correlatas
R25 Movimentos involuntários anormais
R25.2 Cãibras e espasmos
R25.8 Outros movimentos involuntários anormais e os não especificados
R26 Anormalidades da marcha e da mobilidade
R26.2 Dificuldade para andar não classificada em outra parte
R26.8 Outras anormalidades da marcha e da mobilidade e as não especificadas
R29 Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular
R29.4 Quadril estalante
R29.8 Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular e os não especificados
R30 Dor associada à micção
R30.0 Disúria
R30.1 Tenesmo vesical
R30.9 Micção dolorosa, não especificada
R42 Tontura e instabilidade
R51 Cefaléia (Dor facial sem outras especificações)
R52 Dor não classificada em outra parte
R52.0 Dor aguda não classificada em outra parte
R52.2 Outra dor crônica não classificada em outra parte
R52.9 Dor não especificada (Dor generalizada sem outras especificações)
R53 Mal estar, fadiga
da Acupunctura
de acordo com a
CID-10
Classificação Estatística Internacional
de Doenças
e Problemas Relacionados à Saúde
Nas últimas três décadas, a pesquisa científica produziu um volume considerável de dados, elucidando os mecanismos de ação, a eficácia clínica e a segurança do uso médico da Acupuntura. As vantagens do método, consagrado milenarmente, têm sido demonstradas no tratamento de diversas condições clínicas. Incluem custos mais baixos e menor ocorrência de efeitos adversos, em comparação com outros meios terapêuticos.
A Acupuntura Médica consiste na estimulação de receptores, efetores e fibras nervosas periféricas com finalidade terapêutica. As respostas envolvem processos fisiológicos nos níveis local, segmentar e encefálico do sistema nervoso, e os seus efeitos incluem inibição da função nociceptiva, restauração de padrões fisiológicos - como a normalização das respostas autonômicas, incremento da capacidade imunitária, e restauração de padrões fisiológicos, por acionamento de dispositivos homeostáticos. O mecanismo básico do método de estimulação neural periférica é sinteticamente definido como neuromodulação.
Consolidado a partir do reconhecimento das bases fisiológicas e da comprovação clínica, o emprego da Acupuntura está recomendado no tratamento de síndromes dolorosas e de distúrbios funcionais, como a síndrome de fibromialgia, migrânia, distúrbios do sono, distúrbios digestivos, urogenitais, respiratórios, circulatórios, imunitários e psico-neuro-endócrinos.
Uma indicação expressa do uso da Acupuntura em diversas situações clínicas dolorosas e disfuncionais está bem estabelecida, conforme exemplificado nas diretrizes da prática da especialidade publicadas no Projeto Diretrizes AMB/CFM, assim como as suas vantagens como método terapêutico associado, em muitas outras.
Os recursos terapêuticos utilizados pelo especialista em Acupuntura para o tratamento dessas condições, incluem a implantação temporária e a manipulação de agulhas de Acupuntura, a eletroestimulação por vias transcutânea ou percutânea (através das agulhas), assim como injeções intradérmicas, subcutâneas ou mais profundas (musculares, peritendíneas e periarticulares) de agentes anestésicos, aplicadas em sítios anatômicos definidos.
Condições Clínicas Tratáveis pelo Especialista em Acupuntura Médica, selecionadas da
Classificação Estatística Internacional de Doenças e
Problemas Relacionados à Saúde - CID-10.
Minuta preparada a partir de seleção preliminar de tópicos efetuada por Augusto Sérgio Kravchychyn, Danilo Ferreira Rodrigues, Júlio César Marchi, Marco Antonio Guardini e Norton Moritz Carneiro. Em Florianópolis, 12 de abril de 2003.
Foram acatadas sugestões dos colegas Cyro Masci, Marco Antônio Hélio, Heitor Kamigashima.
Capítulos da CID 10
I Algumas doenças infecciosas e parasitárias (A00-B99)
II Neoplasias [tumores] (C00-D48)
III Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários (D50-D89)
IV Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00-E90)
V Transtornos mentais e comportamentais (F00-F99)
VI Doenças do sistema nervoso (G00-G99)
VII Doenças do olho e anexos (H00-H59)
VIII Doenças do ouvido e da apófise mastóide (H60-H95)
IX Doenças do aparelho circulatório (I00-I99)
X Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
XI Doenças do aparelho digestivo (K00-K93)
XII Doenças da pele e do tecido subcutâneo (L00-L99)
XIII Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
XIV Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99)
XV Gravidez, parto e puerpério (O00-O99)
XVI Algumas afecções originadas no período perinatal (P00-P96)
XVII Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas (Q00-Q99)
XVIII Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00-R99)
XIX Lesões, envenenamento e algumas outras conseqüências de causas externas (S00-T98)
XX Causas externas de morbidade e de mortalidade (V01-Y98)
XXI Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde (Z00-Z99)
Critérios de exclusão
Alguns itens da CID 10 foram suprimidos devido a uma incompatibilidade absoluta com as indicações da Acupuntura. Outros, porque a aplicabilidade da Acupuntura é duvidosa (Ex. A06 Amebíase, A06.0 Disenteria amebiana aguda), e outros, em que os objetivos terapêuticos da Acupuntura não atendem o problema em si, e cuja real indicação está em outro item, relacionado a outra manifestação clínica (Ex. M41 Escoliose e M54 Dorsalgia; K80 Colelitíase e R10 Dor abdominal e pélvica).
Critérios de inclusão
Foram incluídas as condições em que a dor e/ou os distúrbios funcionais são aspectos proeminentes, e para cujo tratamento a Acupuntura representa recurso no mínimo comparável a outros métodos em uso, com os quais pode ser empregada em associação (Ex. M65 -Sinovite e tenossinovite), ou o método de primeira escolha, como é o caso do M79 – Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte (inclui Mialgia).
Graus de evidência de eficácia
Os níveis de aplicabilidade (como primeira escolha ou como integrante de um conjunto de medidas terapêuticas) do método não estão aqui discriminados, estando igualmente listadas condições em que é aplicável como tratamento de primeira linha, assim como condições em que se qualifica como coadjuvante, mas de relevância suficiente para justificar a sua utilização.
Tópicos apresentados na ordem em que aparecem na CID 10:
Capítulo V Transtornos mentais e comportamentais (F00-F99)
F32 Episódios depressivos
F32.0 Episódio depressivo leve
F32.1 Episódio depressivo moderado
F41 Outros transtornos ansiosos
F41.2 Transtorno misto ansioso e depressivo
F41.3 Outros transtornos ansiosos mistos
F45 Transtornos somatoformes
F45.3 Transtorno neurovegetativo somatoforme
F45.4 Transtorno doloroso somatoforme persistente
F48 Outros transtornos neuróticos
F48.0 Neurastenia (Síndrome de fadiga)
F51 Transtornos não-orgânicos do sono devidos a fatores emocionais
F51.0 Insônia não-orgânica
F51.1 Hipersonia não-orgânica
F51.2 Transtorno do ciclo vigília-sono devido a fatores não-orgânicos
F51.8 Outros transtornos do sono devidos a fatores não-orgânicos
F51.9 Transtorno do sono devido a fatores não-orgânicos não especificados
F59 Síndromes comportamentais associadas a transtornos das funções fisiológicas e a fatores físicos, não especificados (disfunção fisiológica psicogênica)
F98 Outros transtornos comportamentais e emocionais com início habitualmente durante a infância ou a adolescência
F98.0 Enurese de origem não-orgânica
Capítulo VI Doenças do sistema nervoso (G00-G99)
G43 Enxaqueca
G43.0 Enxaqueca sem aura
G43.1 Enxaqueca com aura
G43.8 Outras formas de enxaqueca
G43.9 Enxaqueca, sem especificação
G44 Outras síndromes de algias cefálicas
G44.2 Cefaléia tensional
G44.3 Cefaléia crônica pós-traumática
G44.4 Cefaléia induzida por drogas, não classificada em outra parte
G44.8 Outras síndromes de cefaléia especificadas
G47 Distúrbios do sono
G47.0 Distúrbios do início e da manutenção do sono (insônias)
G47.1 Distúrbios do sono por sonolência excessiva (hipersonia)
G47.2 Distúrbios do ciclo vigília-sono
G47.8 Outros distúrbios do sono
G47.9 Distúrbio do sono, não especificado
G50 Transtornos do nervo trigêmeo
G50.1 Dor facial atípica
G50.9 Transtorno não especificado do nervo trigêmeo
G51 Transtornos do nervo facial
G51.0 Paralisia de Bell
G53 Outros transtornos de nervos
G53.0 Nevralgia pós-zoster
G54 Transtornos das raízes e dos plexos nervosos
G54.0 Transtornos do plexo braquial
G54.1 Transtornos do plexo lombossacral
G54.2 Transtornos das raízes cervicais não classificadas em outra parte
G54.3 Transtornos das raízes torácicas não classificadas em outra parte
G54.4 Transtornos das raízes lombossacras não classificadas em outra parte
G54.5 Amiotrofia nevrálgica
G54.6 Síndrome dolorosa do membro fantasma
G54.7 Síndrome do membro fantasma sem manifestação dolorosa
G54.8 Outros transtornos das raízes e dos plexos nervosos
G54.9 Transtorno não especificado das raízes e dos plexos nervosos
G56 Mononeuropatias dos membros superiores
G56.0 Síndrome do túnel do carpo
G56.1 Outras lesões do nervo mediano
G56.2 Lesões do nervo ulnar
G56.3 Lesão do nervo radial
G56.4 Causalgia
G56.8 Outras mononeuropatias dos membros superiores
G56.9 Mononeuropatia dos membros superiores, não especificada
G57 Mononeuropatias dos membros inferiores
G57.0 Lesão do nervo ciático (exclui ciática atribuível a transtorno de disco intervertebral - M51.1)
G57.1 Meralgia parestésica
G57.2 Lesão do nervo femoral
G57.3 Lesão do nervo poplíteo lateral
G57.4 Lesão do nervo poplíteo medial
G57.5 Síndrome do túnel do tarso
G57.6 Lesão do nervo plantar
G57.8 Outras mononeuropatias dos membros inferiores
G57.9 Mononeuropatia dos membros inferiores, não especificada
G58 Outras mononeuropatias
G58.0 Neuropatia intercostal
G58.7 Mononeurite múltipla
G58.8 Outras mononeuropatias especificadas
G58.9 Mononeuropatia não especificada
G64 Outros transtornos do sistema nervoso periférico
G90 Transtornos do sistema nervoso autônomo
G90.9 Transtorno não especificado do sistema nervoso autônomo
Capítulo VIII Doenças do ouvido e da apófise mastóide (H60-H95)
H81 Transtornos da função vestibular
Capítulo X Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
J01 Sinusite aguda
J01.9 Sinusite aguda não especificada
J30 Rinite alérgica e vasomotora
J30.0 Rinite vasomotora
J30.4 Rinite alérgica não especificada
J32 Sinusite crônica
J32.9 Sinusite crônica não especificada
J45 Fatores psicológicos ou comportamentais associados a doença ou a transtornos classificados em outra parte
J45.0 Asma predominantemente alérgica
J45.1 Asma não-alérgica
J45.8 Asma mista
J45.9 Asma não especificada
Capítulo XI Doenças do aparelho digestivo (K00-K93)
K21 Doença de refluxo gastro-esofágico
K21.0 Doença de refluxo gastro-esofágico com esofagite
K21.9 Doença de refluxo gastro-esofágico sem esofagite
K29 Gastrite e duodenite
K29.1 Outras gastrites agudas
K29.2 Gastrite alcoólica
K29.3 Gastrite superficial crônica
K29.5 Gastrite crônica, sem outra especificação
K29.6 Outras gastrites
K29.7 Gastrite não especificada
K29.8 Duodenite
K29.9 Gastroduodenite, sem outra especificação
K58 Síndrome do cólon irritável
K58.0 Síndrome do cólon irritável com diarréia
K58.9 Síndrome do cólon irritável sem diarréia
K59 Outros transtornos funcionais do intestino
K59.0 Constipação
K59.1 Diarréia funcional
K59.2 Cólon neurogênico não classificado em outra parte
K59.4 Espasmo anal
K59.8 Outros transtornos funcionais especificados do intestino
K59.9 Transtorno intestinal funcional, não especificado
Capítulo XII Doenças da pele e do tecido subcutâneo (L00-L99)
L29 Prurido
L29.9 Prurido não especificado
L50 Urticária
Capítulo XIII Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
M10 Gota
M15 Poliartrose
M16 Coxartrose
M17 Gonartrose
M18 Artrose da primeira articulação carpometacarpiana
M19 Outras artroses
M35 Outras afecções sistêmicas do tecido conjuntivo
M35.0 Síndrome seca (Sjögren)
M35.3 Polimialgia reumática
M43 Outras dorsopatias deformantes
M45 Espondilite anquilosante
M46 Outras espondilopatias inflamatórias
M46.0 Entesopatia vertebral
M46.0 Entesopatia vertebral
M46.1 Sacroileíte não classificada em outra parte
M46.9 Espondilopatia inflamatória não especificada
M47 Espondilose
M47.2 Outras espondiloses com radiculopatias
M48 Outras espondilopatias
M50 Transtornos dos discos cervicais
M51 Outros transtornos de discos intervertebrais
M53 Outras dorsopatias não classificadas em outra parte
M54 Dorsalgia
M62 Outros transtornos musculares
M62.4 Contratura de músculo
M62.9 Transtorno muscular não especificado
M62.6 Distensão muscular
M65 Sinovite e tenossinovite
M65.2 Tendinite calcificada
M65.3 Dedo em gatilho
M65.4 Tenossinovite estilóide radial (de Quervain)
M65.8 Outras sinovites e tenossinovites
M65.9 Sinovite e tenossinovite não especificadas
M70 Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M70.0 Sinovite crepitante crônica da mão e do punho
M70.1 Bursite da mão
M70.2 Bursite do olecrano
M70.3 Outras bursites do cotovelo
M70.4 Bursite pré-patelar
M70.5 Outras bursites do joelho
M70.6 Bursite trocantérica
M70.7 Outras bursites do quadril
M70.8 Outros transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M70.9 Transtorno não especificado dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
M75 Lesões do ombro
M75.0 Capsulite adesiva do ombro
M75.1 Síndrome do manguito rotador
M75.2 Tendinite bicepital
M75.3 Tendinite calcificante do ombro
M75.4 Síndrome de colisão do ombro
M75.5 Bursite do ombro
M75.8 Outras lesões do ombro
M75.9 Lesão não especificada do ombro
M76 Entesopatias dos membros inferiores, excluindo pé
M76.0 Tendinite glútea
M76.1 Tendinite do psoas
M76.0 Esporão da crista ilíaca
M76.3 Síndrome da faixa iliotibial
M76.4 Bursite tibial colateral (Pellegrini-Stieda)
M76.5 Tendinite patelar
M76.6 Tendinite aquileana
M76.7 Tendinite do perônio
M76.8 Outras entesopatias do membro inferior, excluindo o pé
M76.9 Entesopatia do membro inferior não especificada
M77 Outras entesopatias
M77.0 Epicondilite medial
M77.1 Epicondilite lateral
M77.2 Periartrite do punho
M77.3 Esporão do calcâneo
M77.4 Metatarsalgia
M77.5 Outra entesopatia do pé
M77.8 Outras entesopatias não classificadas em outra parte
M77.9 Entesopatia não especificada
M79 Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte
M79.0 Reumatismo não especificado (inclui Fibromialgia)
M79.1 Mialgia
M99 Lesões biomecânicas não classificadas em outra parte
M99.0 Disfunção segmentar e somática
M99.1 Complexo de subluxação (vertebral)
M99.8 Outras lesões biomecânicas
M99 por região:
1. Região cefálica - occipitocervical
2. Região cervical - cervicotorácica
3. Região torácica - toracolombar
4. Região lombar - lombossacra
5. Região sacra - sacrococígea ou sacroilíaca
6. Região pélvica - quadril ou púbica
7. Extremidade inferior
8. Extremidade superior - acromioclavicular e esternoclavicular
9. Caixa torácica - costocondral, costovertebral, esternocondral
10. Abdome e outras
Capítulo XIV Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99)
N23 Cólica nefrética não especificada
N30 Cistite
N30.1 Cistite intersticial (crônica)
N30.2 Outras cistites crônicas
N31 Disfunções neuro-musculares da bexiga não classificados em outra parte
N31.1 Bexiga neuropática reflexa não classificada em outra parte
N31.8 Outra disfunção neuromuscular da bexiga
N31.9 Disfunção neuromuscular não especificada da bexiga
N39 Outros transtornos do trato urinário
N39.3 Incontinência urinária de tensão ("stress")
N39.9 Transtornos não especificados do aparelho urinário
N60 Displasias mamárias benignas
N60.9 Displasia mamária benigna não especificada
N94 Dor e outras afecções associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N94.0 Ovulação dolorosa
N94.1 Dispareunia
N94.3 Síndrome de tensão pré-menstrual
N94.6 Dismenorréia não especificada
N94.8 Outras afecções especificadas associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N94.9 Afecções não especificadas associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
N97 Infertilidade feminina
N97.0 Infertilidade feminina associada a anovulação
Capítulo XV Gravidez, parto e puerpério (O00-O99)
021 Vômitos excessivos na gravidez
021.0 Hiperemese gravídica leve
021.2 Vômitos tardios da gravidez
021.8 Outras formas de vômitos complicando a gravidez
021.9 Vômitos da gravidez, não especificados
Capítulo XVIII Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00-R99)
R06 Anormalidades da respiração
R06.6 Soluço
R07 Dor de garganta e no peito
R07.1 Dor torácica ao respirar
R07.2 Dor precordial
R07.4 Dor torácica, não especificada
R10 Dor abdominal e pélvica
R10.1 Dor localizada no abdome superior
R10.2 Dor pélvica e perineal
R10.3 Dor localizada em outras partes do abdome inferior
R10.4 Outras dores abdominais e as não especificadas
R11 Náusea e vômitos
R12 Pirose
R13 Disfagia
R14 Flatulência e afecções correlatas
R25 Movimentos involuntários anormais
R25.2 Cãibras e espasmos
R25.8 Outros movimentos involuntários anormais e os não especificados
R26 Anormalidades da marcha e da mobilidade
R26.2 Dificuldade para andar não classificada em outra parte
R26.8 Outras anormalidades da marcha e da mobilidade e as não especificadas
R29 Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular
R29.4 Quadril estalante
R29.8 Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular e os não especificados
R30 Dor associada à micção
R30.0 Disúria
R30.1 Tenesmo vesical
R30.9 Micção dolorosa, não especificada
R42 Tontura e instabilidade
R51 Cefaléia (Dor facial sem outras especificações)
R52 Dor não classificada em outra parte
R52.0 Dor aguda não classificada em outra parte
R52.2 Outra dor crônica não classificada em outra parte
R52.9 Dor não especificada (Dor generalizada sem outras especificações)
R53 Mal estar, fadiga
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
IRIDOLOGY: A GREAT ALLY WHEN CONFIRMING PROSTATIC PATHOLOGIES
IRIDOLOGY: A GREAT ALLY WHEN CONFIRMING PROSTATIC PATHOLOGIES
Newton de Oliveira Cunha Júnior and Maria João Correia Nabais Domingos
INTRODUCTION AND SCOPE:
This work is intended to show that even the smallest cell in our body is of greatest importance and that nothing has been left to chance. A tiny gland that causes great problems: the prostate “is a menace in the lives of many men” (221.000 cases of prostatic cancer have been diagnosed in the USA; in Portugal, this problem affects 130.000 men, of which 1.800 die every year).
Despite men’s proneness to suffer from this kind of problem, they go on with their bad life habits, as they are more inclined for excessive drinking, smoking, not eating properly, doing little exercise and having a bad relation with “stress”. The veins are especially important in prostatic gland disorders, as they tend to produce varixes. The main disturbances to affect the prostate are infections and tumours, mostly benign. This problem is given essentially to a hypertrophy being usually preceded by congestion. The congestion is normally followed by certain occurrences, i.e., a largest supply of blood to the body can be observed and the tissue becomes imbalanced in terms of nutrition and elimination of toxins. One can consider prostitis as a starting point and then move on to the benign prostatic hyperplasia.
The development of this essay into a scientific work came after several observations in routine consultations, in the centre and north of Portugal. We noticed that some patients shared symptomatology, showed similar clinical analysis and the main iridological signs in the same areas. We, then, initiated a technical-scientifical study to confirm our observations. We began by selecting 150 patients and look at their prostitis and BPH. Rigorous selection criteria and work methodology were followed. Iridology and iris diagnosis were used to confirm cases of patients with prior diagnosis, and to leave out selected patients. The iris was used as a point of reference to confirm the prescribed treatment and its evolution during the project.
WORK METHODOLOGY:
All patients had already been diagnosed with prostitis and BPH. After rigorous analysis of the criteria they were either included in the group or left out. The patients chosen to make up the group had to meet the following selection criteria: showing similar iridological signs, having similar symptomatology, not having started any allopathic treatment, not carrying any neoplasic condition (stage 2 of the project), being aged 35 to 65 by the end of stage 1, not drinking, not smoking, doing exercise. These were the main criteria used when evaluating patients. The most common symptoms shown by patients with prostitis were the following: a feeling of being unwell, creeps or fever, pain in the thighs and genital area, intense pain in the peritoneus, lumbago, pain in the low-abdomen, pain and difficulty to urinate, hematuria, polyuria, turbid and fetid urine, pain during ejaculation. Patients with BPH experienced obstruction of the urinary flow (prostatism), weak and slow urinary flow, especially when getting up in the morning, urine retardation, intermittent flow, a feeling that the bladder is never completely empty, incontinence, urine leakage, urine retention, dysuria, hematuria, an urgent need to urinate, a frequent need to urinate (every two hours), micturia, a need to push in order to urinate, presence of blood in the semen (hemospermia). We then had blood analysis done to detect any infection, evaluate how well the kidneys were working and determine whether, or not, the patients were suffering of prostitis and benign prostatic hyperplasia. All patients evidencing prostatic cancer were left out. The tests included the following parameters: globule count to check for infections or anaemia, urea and electrolytes test to evaluate the performance of the kidneys, prostatic and phosphatase test to check for prostatic cancer, prostatic antigen test, electrophoretogram (calcium, potassium, phosphorus). Urine analyses were meant to evaluate the rate of urinary flow and check for any infection. These included: quantification of the urinary flow, urine culture, type II urine, solid residue analysis, reactive strip test to check for the presence of sugar and proteins. Echography to the abdomen and kidneys.
CONCLUSION/RESULTS
Acupuncture/Moxibustion – During the treatment of patients we used traditional Chinese medicine techniques, such as acupuncture and moxibustion in order to balance the Chi or Qi. Priority was given to the meridians that rule the bladder, large intestine, spleen/pancreas, liver and kidneys. Fitotherapy – We prescribed 100% natural medication, being all formulas free of lab synthesized compounds.
We had to choose among many products existing in the European market. Given the formulas, the credibility of the laboratory and the quality and guarantee presented, we chose LABS JR and GRUPO JAR. The products chosen were Resolutivo, which is an hydrophilic extract of Equisetum arvense, Peumus boldus, Melissa officinallis, Phyllanthus niruri, Taraxacum officinale, Arctostaphylos uva-ursi, Arctium lappa, Agropyron repens, Mentha piperita, Hepatica nobilis, Spergularia rubra, Prunus avium, Betula alba, Spergularia rubra, Serenoa Complex (Sabal serrulata, Urtiga dioica, Curcubita pepo, Echinacea peurpurea, Solidago virgaure, Glycina max, Isoflavonas, Vitamin E), Onagra Oil (Oenothera biennis), Apimel Royal (royel jeley), Gingko Memoplex (L-metionine, L-taurine, Gingko biloba, L-ascorbic Acid, zinc sulfate, pteroilmonoglutaminic Acid, tiamin Clorhidate, 5-phosphate sodium Riboflavin, tiamin Clorhidate, Cyanocobalamine), Pumpkin seed oil (Curcubita pepo), Vitamin E. That medication was given in regular dosage in specific and pre-established combinations, with the dosage being adjusted throughout the treatment. Diet – We have observed that prostatic problems are strongly connected with the digestive tube and that food is an important factor to take into account when considering the possible causes of this problem. The following ingredients were always part of the diet of the patients being analysed, who have shown a high level of regeneration, purification, vitalization and fortification in the entire organism. Fresh fruit: plum, banana, apricot, orange, apple, peach, pear, mandarine, grape, etc. Vegetables in general: spinach beets, water cress, celery, artichoke, lettuce, leek, onion, spring onion, carrot, cauliflower, dandelion, endive, spinach, chicory leaves, cucumber and radishes. These must be eaten raw to fully absorb all the properties in them. Only this way will they be truly healing. Some ingredients were removed from their diet, for being considered harmfull, such as: Savoury – fish, cheese, olives, cod, salt, etc; Others: meat and fried derivates (pork, rabbit or hare), strong and spicy herbs and spices; Alcohol: spirits, beer, wine, champagne, liqueurs, etc. As a way to give credibility and reliability to the data of this investigation, the initial group was divided into three smaller groups: Group A: made up of patients treated with natural medication, acupuncture/moxibustion and diet, Group B made up of patients treated with acupuncture/moxibustion and diet. As for Group C, no treatment was used as they worked as a reference group. The results were gathered periodically, with Group A showing the best results, followed by Group B and, as expected, Group C did not evidence any favourable change in the clinical picture during the entire experience. The ratio time/benefit between Group A and Group B exceeded 73%, having Group A had a better physical (symptomatology and analyses/exams), as well as psychological (will to live, less apathy) evolution. The favourable evolution of cases was constant and progressive, with patients being periodically followed for control and continuity of the investigation.
Newton de Oliveira Cunha Júnior and Maria João Correia Nabais Domingos
INTRODUCTION AND SCOPE:
This work is intended to show that even the smallest cell in our body is of greatest importance and that nothing has been left to chance. A tiny gland that causes great problems: the prostate “is a menace in the lives of many men” (221.000 cases of prostatic cancer have been diagnosed in the USA; in Portugal, this problem affects 130.000 men, of which 1.800 die every year).
Despite men’s proneness to suffer from this kind of problem, they go on with their bad life habits, as they are more inclined for excessive drinking, smoking, not eating properly, doing little exercise and having a bad relation with “stress”. The veins are especially important in prostatic gland disorders, as they tend to produce varixes. The main disturbances to affect the prostate are infections and tumours, mostly benign. This problem is given essentially to a hypertrophy being usually preceded by congestion. The congestion is normally followed by certain occurrences, i.e., a largest supply of blood to the body can be observed and the tissue becomes imbalanced in terms of nutrition and elimination of toxins. One can consider prostitis as a starting point and then move on to the benign prostatic hyperplasia.
The development of this essay into a scientific work came after several observations in routine consultations, in the centre and north of Portugal. We noticed that some patients shared symptomatology, showed similar clinical analysis and the main iridological signs in the same areas. We, then, initiated a technical-scientifical study to confirm our observations. We began by selecting 150 patients and look at their prostitis and BPH. Rigorous selection criteria and work methodology were followed. Iridology and iris diagnosis were used to confirm cases of patients with prior diagnosis, and to leave out selected patients. The iris was used as a point of reference to confirm the prescribed treatment and its evolution during the project.
WORK METHODOLOGY:
All patients had already been diagnosed with prostitis and BPH. After rigorous analysis of the criteria they were either included in the group or left out. The patients chosen to make up the group had to meet the following selection criteria: showing similar iridological signs, having similar symptomatology, not having started any allopathic treatment, not carrying any neoplasic condition (stage 2 of the project), being aged 35 to 65 by the end of stage 1, not drinking, not smoking, doing exercise. These were the main criteria used when evaluating patients. The most common symptoms shown by patients with prostitis were the following: a feeling of being unwell, creeps or fever, pain in the thighs and genital area, intense pain in the peritoneus, lumbago, pain in the low-abdomen, pain and difficulty to urinate, hematuria, polyuria, turbid and fetid urine, pain during ejaculation. Patients with BPH experienced obstruction of the urinary flow (prostatism), weak and slow urinary flow, especially when getting up in the morning, urine retardation, intermittent flow, a feeling that the bladder is never completely empty, incontinence, urine leakage, urine retention, dysuria, hematuria, an urgent need to urinate, a frequent need to urinate (every two hours), micturia, a need to push in order to urinate, presence of blood in the semen (hemospermia). We then had blood analysis done to detect any infection, evaluate how well the kidneys were working and determine whether, or not, the patients were suffering of prostitis and benign prostatic hyperplasia. All patients evidencing prostatic cancer were left out. The tests included the following parameters: globule count to check for infections or anaemia, urea and electrolytes test to evaluate the performance of the kidneys, prostatic and phosphatase test to check for prostatic cancer, prostatic antigen test, electrophoretogram (calcium, potassium, phosphorus). Urine analyses were meant to evaluate the rate of urinary flow and check for any infection. These included: quantification of the urinary flow, urine culture, type II urine, solid residue analysis, reactive strip test to check for the presence of sugar and proteins. Echography to the abdomen and kidneys.
CONCLUSION/RESULTS
Acupuncture/Moxibustion – During the treatment of patients we used traditional Chinese medicine techniques, such as acupuncture and moxibustion in order to balance the Chi or Qi. Priority was given to the meridians that rule the bladder, large intestine, spleen/pancreas, liver and kidneys. Fitotherapy – We prescribed 100% natural medication, being all formulas free of lab synthesized compounds.
We had to choose among many products existing in the European market. Given the formulas, the credibility of the laboratory and the quality and guarantee presented, we chose LABS JR and GRUPO JAR. The products chosen were Resolutivo, which is an hydrophilic extract of Equisetum arvense, Peumus boldus, Melissa officinallis, Phyllanthus niruri, Taraxacum officinale, Arctostaphylos uva-ursi, Arctium lappa, Agropyron repens, Mentha piperita, Hepatica nobilis, Spergularia rubra, Prunus avium, Betula alba, Spergularia rubra, Serenoa Complex (Sabal serrulata, Urtiga dioica, Curcubita pepo, Echinacea peurpurea, Solidago virgaure, Glycina max, Isoflavonas, Vitamin E), Onagra Oil (Oenothera biennis), Apimel Royal (royel jeley), Gingko Memoplex (L-metionine, L-taurine, Gingko biloba, L-ascorbic Acid, zinc sulfate, pteroilmonoglutaminic Acid, tiamin Clorhidate, 5-phosphate sodium Riboflavin, tiamin Clorhidate, Cyanocobalamine), Pumpkin seed oil (Curcubita pepo), Vitamin E. That medication was given in regular dosage in specific and pre-established combinations, with the dosage being adjusted throughout the treatment. Diet – We have observed that prostatic problems are strongly connected with the digestive tube and that food is an important factor to take into account when considering the possible causes of this problem. The following ingredients were always part of the diet of the patients being analysed, who have shown a high level of regeneration, purification, vitalization and fortification in the entire organism. Fresh fruit: plum, banana, apricot, orange, apple, peach, pear, mandarine, grape, etc. Vegetables in general: spinach beets, water cress, celery, artichoke, lettuce, leek, onion, spring onion, carrot, cauliflower, dandelion, endive, spinach, chicory leaves, cucumber and radishes. These must be eaten raw to fully absorb all the properties in them. Only this way will they be truly healing. Some ingredients were removed from their diet, for being considered harmfull, such as: Savoury – fish, cheese, olives, cod, salt, etc; Others: meat and fried derivates (pork, rabbit or hare), strong and spicy herbs and spices; Alcohol: spirits, beer, wine, champagne, liqueurs, etc. As a way to give credibility and reliability to the data of this investigation, the initial group was divided into three smaller groups: Group A: made up of patients treated with natural medication, acupuncture/moxibustion and diet, Group B made up of patients treated with acupuncture/moxibustion and diet. As for Group C, no treatment was used as they worked as a reference group. The results were gathered periodically, with Group A showing the best results, followed by Group B and, as expected, Group C did not evidence any favourable change in the clinical picture during the entire experience. The ratio time/benefit between Group A and Group B exceeded 73%, having Group A had a better physical (symptomatology and analyses/exams), as well as psychological (will to live, less apathy) evolution. The favourable evolution of cases was constant and progressive, with patients being periodically followed for control and continuity of the investigation.
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SAÚDE - PROSTATA E IRIDOLOGIA
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
DEPRESSION X IRIDOLOGY – A CORRECT WAY OF DETECTING AND CONFIRMING DEPRESSION.
DEPRESSION X IRIDOLOGY – A CORRECT WAY OF DETECTING AND CONFIRMING DEPRESSION. Newton de Oliveira Cunha Júnior and Maria João Domingos.
INTRODUCTION:
Depression is a disease of the “organism as a whole”, which compromises the physical, the humour and consequently, the thought. It changes the way a person sees the world and feels reality, perceives things, shows emotions, feels disposition and pleasure with life. It affects the way a person feeds and sleeps, how a person feels about his/herself and how a person thinks about things. People suffering from a depressive condition (it is estimated that 17% of adults have suffered or will suffer from a depressive condition at some period in life) cannot simply improve their condition on their own and through positive thinking. Without treatment the symptoms can go on for weeks, months or years. Proper treatment, however, can help most people suffering from depression. The most common symptoms shown by patients at the beginning of the trial were sadness, unhappiness, insomnia, apathy, lack of joy, of appetite (some people experienced increased appetite and sleepiness), of sexual desire, lack of will, a feeling of lack of sensations, obsessive thoughts (this does not necessarily mean a person suffers from obsessive-compulsive disorder). Some patients experienced vague and diffuse ache in the body or head, when undergoing standard laboratory tests, constipation, bitterness in the mouth, aged skin, frail and shineless hair and nails. Depression is an illness that greatly disturbs a patient’s life and his/her family. However, it can be easily treated.
WORK METHODOLOGY
Depression is not diagnosed through standard clinical exams, however, iridology/irisdiagnosis can be a great ally when diagnosing and confirming a possible future depressive condition. Clinical exams and analysis showing normal results do not exclude the existence of a depression. We started out by choosing patients with a psychiatric diagnosis and showing somatic symptoms. These included the panic syndrome, phobic symptoms, social phobia, simple phobia, agoraphobia, obsessive-compulsive disorder, somatiform condition, phycogenic pain, hypochondria, somatizations (somatomorph disturbance). All the above-mentioned pictures can be manifested through exuberant autosomic symptoms, determined by the desequilibrium of the ANS and/or the existence of psychosomatic disturbances. From a technical point of view and as compulsory symptomatology to be able to take part in the work group, patients would show sadness, anguish, negativism, loss of pleasure with things, dreariness, insomnia or sleepiness, agitation, restlessness or sluggishness, apathy, laziness, fatigue, loss of strength, tiredness, reduced reasoning, concentration and/or memory, thoughts about death, longing or not caring about dying, self-depreciation and feeling of guilt. Regardless of the symptoms, the iridological analysis was used as a way to exclude or confirm the intervenients in this process, through the observation of the nervous system, genotypical signs on the liver/spleen/pancreas, tension or anxiety ring, nervous system band, arcus senilis, plenty of gaps in the brain area and honeycomb appearance in the brain area. To carry out the work, the sample group included 80 patients with psychiatric reports of depression. Two subgroups were created: subgroup ALFA was made up of patients with recurrent depressive episodes treated with 100% natural medication and acupuncture/moxibustion; subgroup BETA was made up of patients showing light episodes or depressive states, were treated with natural medication and acupuncture/moxibustion. The prescribed dosage was similar within each group and the acupuncture/moxibustion sessions took place every fortnight. FITOTHERPY – It was used to correct the metabolism of neurotransmitters, balance the organic flora, improve brain vascularization, balance and activate the autonomic system. Neither sedatives nor stimulants were used, nor did the medication used cause physical or psychic dependency. These included: Depricum Forte, Regutran Forte, Ginkgo Memoplex, Venoplan, Nervoplan and Vitalplan, all by BIOVER, because this was the laboratory that best fit into our requirements for a pre-choice of a single laboratory to carry out the trial. ACUPUNCTURE/MOXIBUSTION – It was very useful as depression affects a person as a hole and almost no disease affects exclusively the physical aspect. Personality traits, as well as actual or past problems, may have something to do with depression. Even when depression is somewhat intense, medication has no priority over therapy. Acupuncture/moxibustion should be used together as soon as possible, as every research indicates that the sooner the treatment starts, the bigger the possibility of preventing a relapse later on. As a treatment, a change in life habits was required, in order to balance the autonomic nervous system and reduce depression. Changing simple habits such as going to bed earlier, sleeping more, smoking and drinking less, eating healthier food, socializing more with friends, dancing, taking up sports, going to the cinema, travelling, going on holiday, enjoying family life, having relaxing massages, etc, was encouraged. When a patient has dysthymia, recurrent depressive distress or bipolar affective distress, he/she is depressed. In this case, the treatment takes longer and will sometimes need a follow up and maintenance medication.
CONCLUSION/RESULT
The therapeutic approach on depression became wider and more comprehensive as knowledge grew on all the symptomatic implications of this affective (or humour) disturbance. One must suspect of a depression when facing pictures of intricate propedeutics and difficult diagnosis, such as is the case of the inconclusive palpitations, arrhythmia, tachicardy, chest pain, abdominal pain, epigastralgy, constipation, diarrhea, paresthesia, anaesthesia, tingling feeling, cephalalgia, sensorial changes, vertigo, dizziness, humming, shortage of air, lump in the throat, faintness, weakness in the limbs, loss of appetite or too much appetite, pelvic pain, pain during intercourse, menstrual changes, lumbago, arthralgia, cervicalgia, nucal pain, irritability, changes in the sleep pattern, anguish, sadness, fear, insecurity, a tendency to stay at home and have bad thoughts. These polymorphous pictures, without an organic correspondence and refractory to the usual symptomatic treatments, may (and should) be approached from the emotional point of view, and from that perspective, regarded as somatic displays of disturbances most likely to be depressive. It is always important to bear in mind that the anxious and physical symptoms will, in the large majority of cases, disappear with the treatment of depression, with no need for minor tranquillisers and/or symptomatic medication and antidepressants. The longest and most continuously used medication was Depricum Forte. The prescribed dosage was meant to increase the psychic tonus improving humour and, thus, generally improve psychic performance. Despite the contribution of several factors for the ethiology of emotional depression, brain biochemistry has been gaining importance. The terapeutical action of the medication prescribed aims to affect the limbic system. This therapeutical effect comes as a consequence of a functional increase of the neurotransmitters in the synaptic cleft, especially of noreoinefrin and/or serotonin and/or dopamine, as well as a change in the number and sensitivity of neuroreceivers. The increase of neurotransmitters in the synaptic cleft may occur by blocking the recaption of those neurotransmitors in the pre-synaptic neuron, or by inhibiting monoamina oxidase, the enzyme responsible for the inactivation of those neurotransmitors. Thus, the noradrenergic, serotoninergic and dopaminergic systems of the limbic system are the aim of the antidepressive medication used in the therapy of affectivity disturbances. The results obtained by subgroup ALFA did not show an harmonic and constant evolution, however, as time went by the stability of the emotional state became more obvious for both the patients an their families. Of the 40 patients in this group, one did not show the expected improvement and another one did not show any change of the initial condition. As for the rest, by the end of the trial no symptomatology of depression remained. Group BETA showed a uniform and constant evolution and by the end of the treatment the entire group was assymptomatic.
INTRODUCTION:
Depression is a disease of the “organism as a whole”, which compromises the physical, the humour and consequently, the thought. It changes the way a person sees the world and feels reality, perceives things, shows emotions, feels disposition and pleasure with life. It affects the way a person feeds and sleeps, how a person feels about his/herself and how a person thinks about things. People suffering from a depressive condition (it is estimated that 17% of adults have suffered or will suffer from a depressive condition at some period in life) cannot simply improve their condition on their own and through positive thinking. Without treatment the symptoms can go on for weeks, months or years. Proper treatment, however, can help most people suffering from depression. The most common symptoms shown by patients at the beginning of the trial were sadness, unhappiness, insomnia, apathy, lack of joy, of appetite (some people experienced increased appetite and sleepiness), of sexual desire, lack of will, a feeling of lack of sensations, obsessive thoughts (this does not necessarily mean a person suffers from obsessive-compulsive disorder). Some patients experienced vague and diffuse ache in the body or head, when undergoing standard laboratory tests, constipation, bitterness in the mouth, aged skin, frail and shineless hair and nails. Depression is an illness that greatly disturbs a patient’s life and his/her family. However, it can be easily treated.
WORK METHODOLOGY
Depression is not diagnosed through standard clinical exams, however, iridology/irisdiagnosis can be a great ally when diagnosing and confirming a possible future depressive condition. Clinical exams and analysis showing normal results do not exclude the existence of a depression. We started out by choosing patients with a psychiatric diagnosis and showing somatic symptoms. These included the panic syndrome, phobic symptoms, social phobia, simple phobia, agoraphobia, obsessive-compulsive disorder, somatiform condition, phycogenic pain, hypochondria, somatizations (somatomorph disturbance). All the above-mentioned pictures can be manifested through exuberant autosomic symptoms, determined by the desequilibrium of the ANS and/or the existence of psychosomatic disturbances. From a technical point of view and as compulsory symptomatology to be able to take part in the work group, patients would show sadness, anguish, negativism, loss of pleasure with things, dreariness, insomnia or sleepiness, agitation, restlessness or sluggishness, apathy, laziness, fatigue, loss of strength, tiredness, reduced reasoning, concentration and/or memory, thoughts about death, longing or not caring about dying, self-depreciation and feeling of guilt. Regardless of the symptoms, the iridological analysis was used as a way to exclude or confirm the intervenients in this process, through the observation of the nervous system, genotypical signs on the liver/spleen/pancreas, tension or anxiety ring, nervous system band, arcus senilis, plenty of gaps in the brain area and honeycomb appearance in the brain area. To carry out the work, the sample group included 80 patients with psychiatric reports of depression. Two subgroups were created: subgroup ALFA was made up of patients with recurrent depressive episodes treated with 100% natural medication and acupuncture/moxibustion; subgroup BETA was made up of patients showing light episodes or depressive states, were treated with natural medication and acupuncture/moxibustion. The prescribed dosage was similar within each group and the acupuncture/moxibustion sessions took place every fortnight. FITOTHERPY – It was used to correct the metabolism of neurotransmitters, balance the organic flora, improve brain vascularization, balance and activate the autonomic system. Neither sedatives nor stimulants were used, nor did the medication used cause physical or psychic dependency. These included: Depricum Forte, Regutran Forte, Ginkgo Memoplex, Venoplan, Nervoplan and Vitalplan, all by BIOVER, because this was the laboratory that best fit into our requirements for a pre-choice of a single laboratory to carry out the trial. ACUPUNCTURE/MOXIBUSTION – It was very useful as depression affects a person as a hole and almost no disease affects exclusively the physical aspect. Personality traits, as well as actual or past problems, may have something to do with depression. Even when depression is somewhat intense, medication has no priority over therapy. Acupuncture/moxibustion should be used together as soon as possible, as every research indicates that the sooner the treatment starts, the bigger the possibility of preventing a relapse later on. As a treatment, a change in life habits was required, in order to balance the autonomic nervous system and reduce depression. Changing simple habits such as going to bed earlier, sleeping more, smoking and drinking less, eating healthier food, socializing more with friends, dancing, taking up sports, going to the cinema, travelling, going on holiday, enjoying family life, having relaxing massages, etc, was encouraged. When a patient has dysthymia, recurrent depressive distress or bipolar affective distress, he/she is depressed. In this case, the treatment takes longer and will sometimes need a follow up and maintenance medication.
CONCLUSION/RESULT
The therapeutic approach on depression became wider and more comprehensive as knowledge grew on all the symptomatic implications of this affective (or humour) disturbance. One must suspect of a depression when facing pictures of intricate propedeutics and difficult diagnosis, such as is the case of the inconclusive palpitations, arrhythmia, tachicardy, chest pain, abdominal pain, epigastralgy, constipation, diarrhea, paresthesia, anaesthesia, tingling feeling, cephalalgia, sensorial changes, vertigo, dizziness, humming, shortage of air, lump in the throat, faintness, weakness in the limbs, loss of appetite or too much appetite, pelvic pain, pain during intercourse, menstrual changes, lumbago, arthralgia, cervicalgia, nucal pain, irritability, changes in the sleep pattern, anguish, sadness, fear, insecurity, a tendency to stay at home and have bad thoughts. These polymorphous pictures, without an organic correspondence and refractory to the usual symptomatic treatments, may (and should) be approached from the emotional point of view, and from that perspective, regarded as somatic displays of disturbances most likely to be depressive. It is always important to bear in mind that the anxious and physical symptoms will, in the large majority of cases, disappear with the treatment of depression, with no need for minor tranquillisers and/or symptomatic medication and antidepressants. The longest and most continuously used medication was Depricum Forte. The prescribed dosage was meant to increase the psychic tonus improving humour and, thus, generally improve psychic performance. Despite the contribution of several factors for the ethiology of emotional depression, brain biochemistry has been gaining importance. The terapeutical action of the medication prescribed aims to affect the limbic system. This therapeutical effect comes as a consequence of a functional increase of the neurotransmitters in the synaptic cleft, especially of noreoinefrin and/or serotonin and/or dopamine, as well as a change in the number and sensitivity of neuroreceivers. The increase of neurotransmitters in the synaptic cleft may occur by blocking the recaption of those neurotransmitors in the pre-synaptic neuron, or by inhibiting monoamina oxidase, the enzyme responsible for the inactivation of those neurotransmitors. Thus, the noradrenergic, serotoninergic and dopaminergic systems of the limbic system are the aim of the antidepressive medication used in the therapy of affectivity disturbances. The results obtained by subgroup ALFA did not show an harmonic and constant evolution, however, as time went by the stability of the emotional state became more obvious for both the patients an their families. Of the 40 patients in this group, one did not show the expected improvement and another one did not show any change of the initial condition. As for the rest, by the end of the trial no symptomatology of depression remained. Group BETA showed a uniform and constant evolution and by the end of the treatment the entire group was assymptomatic.
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SAÚDE - DEPRESSÃO E IRIDOLOGIA
PRÓSTATA - पतोलोगिया ऐ TRATAMENTO
PRÓSTATA
PATOLOGIAS E TRATAMENTOS
HOMEOPATIA, FITOTERAPIA, REFLEXOLOGIA,
ACUPUNTURA, NATUROPATIA
ESBS - JUN - 2003
TRABALHO DE HOMEOPATIA
Maria João Domingos
Newton Júnior
Escola Superior de Biologia e Saúde
Jun - 2003
Lisboa - Portugal
INTRODUÇÃO:
O aparelho urinário é dos aparelhos excretores do organismo. É constituído pelos rins, que elaboram a urina, pelos ureteres, que transportam para a bexiga, pela bexiga, onde a urina se junta, e pela uretra, através da qual a urina é excretada do corpo. O aparelho urinário pode ser infectado por bactérias que causam pielite (inflamação dos rins) ou cistite (inflamação da bexiga). As infecções urinárias são mais comuns nas mulheres. Pedras minerais, presentes na urina, podem ficar depositadas no aparelho urinário, provocando dores renais. O rim é um órgão delicado e talvez seja prejudicado por alterações vasculares associadas a hipertensão ou causadas pela formação de cristais – o que acontece na gota. Se subfértil ou infertil tanto pode suceder a homens como a mulheres, por razões variadas. Os ovários, útero e colo do útero nas mulheres, bem como os testículos e a glândula próstata nos homens, são susceptíveis ao cancro.
As terapias alternativas e complementares encaram, por vezes, os distúrbios do sistema urinário e reprodutor de maneiras diferentes. Na medicina tradicional chinesa, os aparelhos reprodutores e urinário estão sob a influência do rim. Diz-se que o rim armazena o Jing. O Jing controla o crescimento e o desenvolvimento, incluindo o desenvolvimento do sistema reprodutor e uma produção saudável de esperma e óvulos. As doenças urinárias são causadas pelo funcionamento inadequado da bexiga e do rim. Um Yang do rim deficiente, por exemplo, talvez origine urina excessiva ou insuficiente. Na quiroterapia os distúrbios ginecológicos da bexiga, dos rins e da próstata são frequentemente acompanhados por dores nas costas. Esses problemas requerem, em geral, auxilio de um especialista, e os distúrbios nas costas muitas vezes desaparecem, à medida que a doença melhora. Contudo, o espasmo muscular na parte de baixo das costas pode resultar de tais disfunções e beneficiaria com a quiroterapia.
Na osteopatia associada à naturopatia no tratamento dos aparelhos reprodutores e urinários podem sofrer doenças em resultado de desequilíbrio hormonal, lesões estruturais, nutricão inadequada ou trauma emocional. As lesões osteopáticas da pélvis e a parte de baixo das costas levam, invariavelmente, a problemas nesta região, porque os nervos que controlam a actividade dos órgãos pélvicos saem da zona lombar inferior e da zona sagrada. As influências hormonais no aparelho reprodutor começam na cabeça – a posição do hipotálamo e da glândula pituitária. A osteopatia craniana tem por objectivo manter a integridade dos ossos do crânio e das membranas que revestem, de forma que o funcionamento da pituitária não seja impedido.
A fitoterapia considera as infecções urinárias recorrentes, simultaneamente, como causas e consequências de uma diminuição da vitalidade, visto que isso reduz a imunidade à infecção. As doenças do aparelho reprodutor também podem afectar a saúde de muitas maneiras, e o desequilíbrio hormonal talvez seja provocado em parte por factores como má dieta, stress e circulação deficitária. Os medicamentos fitoactivos são muito eficazes no apoio da secreção de hormonas, e podem actuar localmente nos tecidos ou órgãos afectados. As doenças masculinas – como as da próstata – são também auxiliadas com eficácia pela fitoterapia.
Na homeopatia as doenças do sistema urinário reflectem o processo patológico de todo o corpo, mudando o seu ritmo e descarga segundo a saúde do indivíduo. O aparelho reprodutor é regulador por hormonas, e muitos problemas femininos se relacionam com os ciclos, ou ritmos, regidos por mudanças hormonais. O tratamento homeopático pode ajudar a restaurar o equilíbrio rítmico.
As terapias alternativas e complementares tratam o paciente como um todo, e não meramente a disfunção apresentada. Se uma pessoa pode ser tratada e se o tratamento é bem sucedido, depende da natureza do problema e do estado geral do paciente.
OBJECTIVO:
Com este trabalho, pretende-se fazer sobressair que mesmo a mais pequena célula do nosso corpo tem a maior importância, e nada foi deixado ao acaso.
Eis uma pequenina glândula que causa graves problemas: a próstata – “é o flagelo na vida de muitos homens”.
Os homens apesar da susceptibilidade de vir a sofrer destes problemas, mantêm os seus maus hábitos de vida, menos saudáveis do que nas mulheres, influenciando ainda mais. Isto porque têm maior inclinação para o excesso de álcool, tabaco, alimentação incorrecta, pouco exercício e má relação com o “stress”.
No entanto, alguns homens começam já a preocupar-se mais com a sua saúde, adoptando deste modo hábitos de vida mais saudáveis.
O QUE É A PRÓSTATA:
A próstata é uma glândula muito pequena, masculina, pesa aproximadamente 20 g e mede cerca de 2,5 a 4 cm de largura, ou seja, do tamanho de uma castanha.
É constituída por milhões de pequenas glândulas tubulares, dispostas em 5 lóbulos: 2 laterais, 1 frontal, 1 posterior e 1 anterior. A zona interior produz secreções que ajudam a manter húmida a parte inferior da uretra. Quanto à zona externa, ela segrega um fino líquido leitoso, o qual é descarregado na uretra no momento da ejaculação e que constitui 30 a 40 % do sémen. Assim, o líquido prostático é um composto importante do esperma, ao qual fornece elementos nutritivos vitais. Também contém células musculares e fibrosas, que ajudam a glande a contrair-se e a impelir as secreções da próstata para a uretra.
A próstata situa-se imediatamente abaixo da bexiga e à frente do recto, rodeando o canal de saída da bexiga (uretra).
O aspecto mais importante a notar aqui é que a glândula é muito importante no que se refere ao esvaziamento da bexiga e está relacionada com o funcionamento do recto.
É composta por tecido glandular e muscular.
À nascença não é maior do que uma ervilha, não pesando mais do que umas gramas, ela cresce e aumenta durante a adolescência. A próstata começa a adquirir o seu tamanho adulto durante a puberdade, através do efeito das hormonas masculinas ou androgénicas até aos 20 anos de idade.
A partir dos 50 anos, a próstata recomeça a crescer naturalmente, período em que surge frequentemente a maior parte dos problemas, pois devido ao aumento, há uma tendência para exercer pressão sobre a uretra e afectar o fluxo da urina, isto é, o fluxo urinário torna-se mais lento a começar e/ou a parar, provoca gotejamento.
A URETRA E A PRÓSTATA: FUNÇÕES INDISSOCIÁVEIS
A próstata ajusta-se como um colar em torno da uretra, canal este, que transporta a urina através do pénis até ao exterior do corpo. A uretra transporta o líquido seminal e o esperma no momento da ejaculação. Os espermatozóides são produzidos pelos testículos e entrepõem-se no epididimo. Também podem alojar-se temporariamente sobre os canais deferentes (tubos que ligam os testículos aos canais ejaculadores), os quais desembocam na uretra, no interior da próstata.
Quando o homem fica sexualmente excitado, o esperma é impelido para os canais deferentes e ao atingir o orgasmo, as contracções das vesículas seminais e dos músculos da próstata forçam todo o líquido das vesículas (situadas na base da bexiga) e as secreções da próstata a serem vertidas na uretra.
FUNÇÕES DA PRÓSTATA
- O papel desempenhado pela próstata no corpo masculino é bastante curioso, pois ela não é essencial á vida, e não é sequer indispensável à reprodução, apesar de participar neste processo.
- A próstata funciona como uma glândula e como um músculo:
como glândula: fornece uma parte do líquido do esperma e segrega substâncias que favorecem os movimentos dos espermatozóides.
como músculo: participa no organismo, contrai-se vigorosamente e ajuda a ejaculação.
- Segrega líquidos que constituem 30 a 40 % do sémen e que se juntam ao líquido seminal no momento em que este se acumula à entrada da uretra, alguns segundos antes da ejaculação.
- Segrega determinados elementos nutritivos, que segundo se crê, alimentam e conservam o esperma. Estes elementos são constituídos por zinco, aminoácidos, ácido cítrico, vitaminas e glícidos. No entanto estes elementos nutritivos não são necessários à fertilização, porque o esperma que não tenha sido tocado pelo líquido prostático pode, mesmo assim, fertilizar um óvulo. É certo que a próstata exerce, sem dúvida, uma certa influência quanto à fertilidade masculina, dado que ajuda o esperma a “nadar” em direcção ao óvulo e a levar o colo uterino a abrir-se para deixar passar o esperma.
- O líquido prostático contém certas substâncias que neutralizam as bactérias.
- A próstata ajuda a dirigir o sémen para o exterior durante a ejaculação, impedindo assim o esperma de retroceder para a bexiga.
- Contém substâncias que conferem ao esperma o seu odor característico.
- Segregam certas enzimas, tais como as fosfatasses e as antigeres prostáticas específicas, que dão ao esperma a sua fluidez e permitem ao espermatozóide “nadar”.
- Segrega as prostaglandinas que são substâncias hormonais. Estas produzem um determinado efeito sobre as vias genitais do homem. Como fazem com que o colo uterino se abra a fim de facilitar a entrada do esperma no útero, considera-se que são importantes no processo de fertilização. Além disso, o facto de o líquido prostático ser ejaculado, ao que se crê, na primeira contracção do orgasmo, imediatamente antes da saída da parte mais importante do sémen das vesículas seminais parece apoiar essa teoria. Finalmente, julga-se que as prostaglandinas incitam as vias genitais masculinas a contraírem-se, o que ajudaria a impelir os espermatozóides em direcção ao óvulo.
- A próstata é o lugar onde a testosterona (hormona produzida pelos testículos) se decompõe.
OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA PRÓSTATA
As veias tem uma importância especial nas desordens da glândula próstata porque estas tendem a produzir varizes, isto deve-se ao facto de as válvulas das veias enfraquecerem e estas alargarem, logo o fluxo sanguíneo é afectado.
As principais perturbações que podem afectar a próstata, são as infecções e os tumores, na sua maioria mais benignos que malignos.
O problema deve-se essencialmente a uma hipertrofia, o que significa que se observa um crescimento excessivo do tecido normal. A hipertrofia deste tipo é geralmente precedida de congestão. A congestão é normalmente acompanhada por certas ocorrências, isto é, observa-se um maior fornecimento de sangue ao corpo e o tecido fica desequilibrado em termos de nutrição e eliminação de produtos tóxicos. Pode-se tomar como ponto inicial do problema.
Prostite
A Prostite é uma inflamação da próstata devido a uma infecção. Este fenómeno é extremamente vulgar, sobretudo entre os 30 e os 50 anos, e calcula-se que 1 em cada 3 homens sofre deste problema num determinado momento da sua vida. Este pode estar presente durante vários anos sem produzir sintomas visíveis e depois subitamente, desencadeiam-se sem razão aparente.
Por outro lado, os resultados de autópsias demonstraram que, nos homens com menos de 40 anos, 1 em cada 5 sofre de prostite crónica num momento de sua vida. Esta relação eleva-se mesmo até 3 em cada 5, nos indivíduos com mais de 40 anos .
Daí que se julgue que a inflamação crónica da próstata possa permanecer sem provocar sintomas. Com efeito, a prostite crónica não bacteriana é muito habitual entre os 30 e os 50 anos.
A prostite pode ser aguda ou crónica. Por definição, uma perturbação aguda surge subitamente. Pode ser grave ou não, mas normalmente é de curta duração. Uma perturbação crónica, por seu turno, dura mais tempo, e por vezes resiste a qualquer tratamento.
A prostatite é muitas vezes, causada por uma infecção bacteriana, que se estende desde os intestinos e que prossegue o seu caminho até ao sistema urinário, quer através da uretra, quer através da corrente sanguínea ou dos líquidos linfáticos.
Além disso, existe por vezes uma ligação com os microorganismos que desencadeiam uma doença sexualmente transmissível como é o caso da blenorragia ou das infecções por clamidia. Finalmente, o fungo candida também pode ser a causa.
Se a prostatite não for tratada, ou se os tratamento medicamentosos se revelarem infrutíferos, a próstata arrisca-se a encher-se de pus, o que poderá trazer , evidentemente consequências assustadoras. Pode mesmo acabar por rebentar e libertar pus para a uretra, que irá escoar para a extremidade do pénis. Este fenómeno pode também causar graves infecções nas outras regiões do tracto urinário.
Tipos de prostatite
1. Infecção bacteriana aguda;
2. Infecção crónica (bacteriana ou não) ;
3. Prostatodinia em que pode provocar dores, mesmo na ausência de indícios evidentes de inflamação ou de infecção.
1 - Infecção bacteriana aguda: Trata-se de uma afecção pouco frequente. Normalmente é causada por bactérias provenientes dos intestinos e que se infiltram no sistema urinário, quer através da uretra, quer através do sangue ou dos líquidos linfáticos. Por vezes existe uma ligação com os organismos que causam uma doença sexualmente transmissível (blenorragia ou clamidia).
1.1 - Os sintomas mais frequentes são:
- sensação de mal estar geral;
- arrepios ou febre;
- dor nas coxas e na zona genital;
- dor profunda no peritoneu (região entre a bolsa do escroto que contêm os testículos e o ânus);
- dor na região lombar;
- dor no baixo ventre;
- dor e dificuldade ao urinar;
- presença de sangue na urina ( hematúria );
- maior frequência na urgência em urinar;
- urina de aspecto turvo e com mau cheiro;
- dor na ejaculação.
Após colheita de informação é procedido o diagnóstico, em que é feito um exame rectal-digital, se o homem sofrer de prostatite, a próstata apresentar-se-á quente, inchada e sensível.
Para detectar a causa da infecção, é feito uma série de testes nas amostras de urina e secreções uretrais, que serão recolhidas massajando a próstata.
2 - Prostatite crónica: é menos frequente que a prostatite aguda, mas é muito mais difícil de dominar. Existem dois tipos, a bacteriana e a não bacteriana.
2.1 - Prostatite crónica bacteriana - existem microorganismos que se podem infiltrar na próstata e aí desencadear uma infecção com pus e abcesso. A próstata incha rapidamente, bloqueando os canais habituais de drenagem e encarcerando assim as bactérias. As secreções prostáticas envolvem os invasores bacterianos, que começam a endurecer e adquirir a consistência de pequenas pedras ou cristais. Infelizmente esta mutação, também as protege contra os ataques do sistema imunitário, o que explica o reaparecimento repetido da prostatite bacteriana crónica. Este fenómeno explica também porque se torna tão difícil tratá-la com sucesso.
2.1.2-Sintomas:
- eliminação urinária frequente;
- dor ao urinar;
- dor na próstata, nas partes genitais ou no recto;
- testículos inchados;
- dor lombar;
- corrimento aquoso do pénis;
- dor durante a ejaculação;
- sangue no esperma;
- ejaculação precoce;
- consistência mole e esponjosa da próstata, no exame rectal digital.
2.2 - Prostatite crónica não bacteriana - quando existe uma inflamação, mas sem quaisquer sinais de infecção. Por outra palavras, quando as secreções prostáticas contêm células de pus branco, mas não têm bactérias.
Ignora-se ainda hoje, a causa exacta deste tipo de prostatite, embora tenham sido avançadas diversas teorias. Segundo um delas, esta afecção resultaria de uma saída anormal da bexiga, que força a urina para os canais e a conduz a partir da próstata, provocando irritações e inflamações. Esta situação pode ser desencadeada ou agravada, se o homem for praticante de jogging ou de qualquer outro desporto enérgico e o fizer com a bexiga cheia. Segundo outra teoria, determinados homens, têm secreções prostáticas mais espessas e talvez mais ácidas do que o normal, não podendo escoar pelos canais mais estreitos. Estas secreções espessas acumulam-se e acabam por causar a irritação e o aumento da próstata.
2.2.1-Sintomas mais comuns:
- eliminação urinária frequente;
- dor ao urinar;
- dor na próstata, nas partes genitais ou no recto;
- dor lombar, sobretudo após uma relação sexual;
- corrimento da uretra, sobretudo após uma relação sexual.
Aparentemente, a prostatite bacteriana crónica pode afectar a fertilidade. É evidente que também se pode dizer o mesmo acerca das outras formas de prostatite, mas tal parece ser particularmente verdade no primeiro caso. Com efeito, as análises dos líquidos prostáticos de pacientes, com este tipo de doença, revelam importantes alterações, tanto nas propriedades físicas como nos constituintes químicos destes líquidos. Por outro lado, crê-se que tais alterações possam ter grande influência sobre a qualidade do sémen e consequentemente na fertilidade. Para saber em que medida a fertilidade foi afectada, pode ser efectuado um exame laboratorial de uma amostra do esperma, que poderá fornecer uma contagem de espermatozóides e uma avaliação da sua vitalidade. Como cuidados particulares, o aumento da frequência das ejaculações, pode aliviar a prostatite crónica não bacteriana, pois a ejaculação permite drenar a próstata de qualquer excesso de secreção, provocando um aumento temporário do fluxo sanguíneo. Desta maneira, as referidas consequências favorecem a eliminação de toxinas. Em certos casos, porém, o aumento da frequência das ejaculações, não faz mais do que agravar o problema.
Hiperplasia prostática
Chama-se “Hiperplasia Prostática Benigna” (HBP) ou hipertrofia da próstata benigna, ao estado, desta, quando aumenta de volume. Na verdade, este órgão aumenta naturalmente, à medida que o homem envelhece, em particular após os cinquenta anos de idade, devido a um aumento do número de células da próstata. O fenómeno ocorre na parte central da próstata, junto à uretra.
Efectivamente, nesta faixa etária, 1/3 conhecem este tipo de sintomas, como demonstrou um estudo realizado na Escócia, pelo professor William Garraway (Lancet 1991). Além disso, a frequência dos sintomas aumenta com o envelhecimento de tal maneira que, por exemplo, manifesta-se em 60% dos homens de sessenta anos, e perto de 70%, em indivíduos com setenta anos e assim por diante.
Na realidade, um grande número de homens nunca consultou um especialista, mesmo quando em presença de sintomas de aumento da próstata, porque sentem grande embaraço em comentar o problema. Preferem sofrer em silêncio e suportar, um estado, cuja tendência é para piorar.
A hipertrofia da próstata pode portanto tornar-se incómoda ao afectar o sono nocturno, pois obriga a urinar com maior frequência, ou afectar a actividade sexual devido à necessidade de se encontrar sempre próximo da casa de banho.
Mas não há razão para o homem sofrer em silêncio, pois apesar de não ser um caso de urgência, em que não necessita de hospitalização imediata, tem que ser tratado o mais breve possível, pois a hipertrofia prostática pode ser recuperada eficazmente quando tratada a tempo.
Como os sintomas se desenvolvem lentamente ao longo dos anos, muitos homens presumem, que, trata-se simplesmente de um aspecto inevitável do processo de envelhecimento, deixando passar muito tempo antes de consultarem um médico para seguir um tratamento adequado. No entanto, alguns homens têm a sorte de nunca experimentarem estes sintomas.
A hipertrofia prostática pode também ter por efeito, empurrar a urina encarcerada na bexiga, de novo para os rins, e com a pressão assim exercida, provocar insuficiência renal. Contudo, tal situação é rara, mas é razão suficiente para levar a sério o problema.
Embora não se saiba exactamente qual a causa deste aumento, é no entanto evidente que se trata de uma afecção hormono-dependente no sentido em que é estimulada pelas hormonas androgénicas, mais propriamente a testosterona.
Mas esta constatação dá lugar a outro enigma; porque razão é que a próstata começa aumentar só a partir dos cinquenta anos, quando os niveis de testosterona têm tendência para baixar? Esta pergunta faz com muitos especialistas se questionem qual o tratamento mais apropriado.
Por outro lado, o regime alimentar é também um factor susceptível de contribuir para o aumento da próstata. Com efeito, suspeita-se da existência de uma ligação com a alimentação, porque se sabe, de forma indubitável, que a hipertrofia prostática é muito mais frequente no Ocidente do que na China ou no Japão.
Ora, como os costumes alimentares ocidentais diferem grandemente dos seguidos no Oriente, é assim possível que os orientais estejam «protegidos» pelo seu regime alimentar, composto, em grande parte, por alimentos à base de soja, tofu, frutos e legumes.
Sabe-se que a taxa de prolactina aumenta a concentração de dihidrotestosterona na próstata e, consequentemente, estimula o seu aumento.
Mas quais são os factores que podem fazer aumentar as taxas de prolactina e que, em consequência, podem contribuir para a hipertrofia da próstata? São conhecidas duas:
- o stress;
- a cerveja.
Como também são conhecidos dois elementos que reduzem a taxa de prolactina cuja carência, contribui para o aumento da próstata:
- o zinco;
- a vitamina B6.
Sintomas:
- obstrução do fluxo urinário (prostatismo), devido ao aumento de pressão da próstata hipertrofiada exercida sobre a uretra, a qual se encontra mais ou menos fechada;
- um fluxo urinário fraco e lento, que se manifesta sobretudo de manhã, ao levantar;
- dificuldade em iniciar o jacto de urina, a que se chama «retardamento da micção»;
- tendência para parar e recomeçar a urinar pouco depois, a que se chama «jacto intermitente»;
- sensação de que a bexiga não fica completamente esvaziada;
- incontinência ;
- gotejamento de urina;
- retenção urinária;
- dor ou mal-estar ao urinar (disúria);
- presença de sangue na urina (hematúria);
- necessidade urgente de correr para uma casa de banho para urinar;
- necessidade cada vez mais frequente de urinar (duas em duas horas);
- necessidade de se levantar de noite para urinar (nictúria);
- necessidade de fazer força para para empurrar a urina;
- presença de sangue no sémen (hemospermia).
Perante estes sintomas, o indivíduo não os deve negligenciar, sob o pretexto de que eles fazem inevitavelmente parte do processo de envelhecimento, pois ao recusar qualquer ajuda médica, existem três problemas que podem acontecer:
- Em primeiro lugar, pode ficar subitamente impossibilitado de urinar, o que é muito desagradável e que requer tratamento de urgência hospitalar, onde é procedido à introdução de um tubo (cateter) dentro da bexiga, para drenar o excesso de urina.
Com a força de tentar empurrar a urina através da uretra contraída, as paredes musculares da bexiga, fortificam-se e espessam-se, podendo acabar por obstruir os canais que conduzem a urina dos rins para a bexiga. Tal situação pode provocar uma pielonefrite, ou seja, uma inflamação do rim habitualmente causada por uma infecção bacteriana. Os sintomas são febres altas, arrepios e dores lombares.
- Em segundo lugar, a bexiga pode ficar de tal modo inchada, tornando-se impossível esvaziá-la completamente de cada vez que se urina. A bexiga enche-se gradualmente, de maneira que a princípio, não existe dor, nem sintomas evidentes. Depois acaba por urinar muito rapidamente, sem controlo. Outro sintoma mais embaraçante e incómodo é quando o homem descobre que molha a cama durante a noite (enuresia) .
A bexiga que nunca consegue esvaziar, arrisca-se a conservar uma acumulação de urina estagnada, dando, eventualmente, lugar à reprodução de bactérias e causar uma cistite, ou seja, uma inflamação da parede interna da bexiga.
- Em terceiro, os músculos da bexiga podem tornar-se mais fracos e incapazes de suportar a resistência do fluxo urinário. Podem então deixar completamente de funcionar, num processo súbito e gradual.
Se o problema surgir subitamente, tal poderá provocar retenção aguda, que é muito dolorosa e requer tratamento de urgência.
Em contrapartida, se o funcionamento dos músculos afrouxar gradualmente, pode provocar o stress de incontinência, cuja primeira manifestação é o gotejar de urina de cada vez que o homem tosse, espirra ou ri. Se a afecção continuar a não ser tratada, o doente pode desenvolver uma retenção aguda ou mesmo uma insuficiência renal.
DOENÇAS DEGENERATIVAS
Durante muito tempo o cancro da próstata era considerado como uma doença que apenas acontecia com a velhice. Hoje, o homem de 40/50 anos é considerado um indivíduo em risco e susceptível de desenvolver um cancro da próstata.
Mesmo com idades mais jovens existem boas razões de preocupação com problemas deste tipo, como por exemplo o cancro dos testiculos que afecta alguns homens com menos de 35 anos.
Em França 15000 novos casos de cancro da próstata são diagnosticados todos os anos, enquanto nos E.U.A. este número ultrapassa os 20000.
Este tipo de cancro está em grande desenvolvimento e aumento nos países mais industrializados.
Nota-se um grande aumento destes casos entre 1990 e 1994 em comparação com 1982 e 1986. Certamente que o aumento da poluição não é indiferente a este fenómeno.
Como todos os tipos de cancro, é uma doença terrível, mas nestes casos em especial é uma doença de temer, pois pode muito rapidamente “metastesear” em direcção aos orgãos vizinhos, causando ao doente um sofrimento difícil de suportar.
O problema também está relacionado com o trato digestivo, possui uma natureza puramente mecânica. A posição da próstata torna-a susceptível às pressões provocadas por intestinos descaídos, o que pode actuar como uma causa irritante capaz de provocar congestão. Existe uma relação entre a glândula e o recto, e quando as fezes passam lentamente por esta parte do intestino podem provocar uma pressão directa sobre a glândula e os vasos sanguíneos que a rodeiam, assim como sobre outros tecidos.
Esta pressão é tão directa que muitos doentes notam que a secreção glandular pode ser passada para a urina, o que deve ser considerado como um sinal de perigo e constantemente vigiado.
Um estado ocasional de obstipação pode não provocar danos permanentes, mas quando persiste ao longo de meses e anos o efeito local sobre a glândula tende a fazer-se sentir. Os laxativos que são usados para corrigir esta situação podem ser igualmente irritantes. Estes remédios provocam muitas vezes irritação e congestão dos tecidos do recto, que se espalham com o tempo à próstata. Os maus hábitos alimentares, a indolência dos intestinos que normalmente os acompanha e o uso de drogas laxativas constituem uma cadeia de acontecimentos que podem justificar as perturbações da próstata e muitos outros problemas fisiológicos.
O diagnóstico do problema apresenta poucas dificuldades para o terapeuta. Com o toque rectal, pode-se sentir facilmente a próstata dilatada, pelo que as indicações fornecidas pelo doente podem ser confirmadas.
Assim como os testículos, a próstata é um orgão sexual, em que o seu equilíbrio depende da relação entre as diferentes hormonas sexuais masculinas. Quando este equilíbrio é interrompido (algumas das hormonas deixam de ser produzidas ou outras são demasiado abundantes) vai causar um crescimento anormal de uma região da próstata: o adenoma prostático. O adenoma comprime os canais que atravessam esta zona causando dificuldades em urinar. Esta é uma situação frequente nos homens de 60 anos e que pode ser resolvida cirugicamente sempre que o médico aconselhar. Mas outros sinais podem aparecer.
- a saída da urina torna-se difícil;
- às vezes é preciso fazer força para urinar;
- urinar frequentemente e em pequenas quantidades;
- aparecimento de sangue na urina;
- alteração do funcionamento intestinal (obstipação);
- aparecimento de caroços;
- dores na coluna;
- Mal-estar na próstata;
- Hipertrofia da próstata;
- Perdas de esperma ou de líquido prostático;
- Escassez de esperma;
- Dor na região da próstata;
- E também, transtornos de origem nervosa, cansaço mental, tendência à diabetes, tendência a que a ureia aumente (mesmo sem doença renal), transtornos dos orgãos sexuais o que pode levar o indivíduo à impotência, tendência a que a arteriosclerose seja acelerada, urina turva, mal-estar na região do ânus e do recto ao urinar, presença de pus ou de sangue, etc...
- Pela carência de hormonas produzidas pela próstata pode haver perturbações da circulação sanguínea e tensão arterial muito baixa ou muito alta.
Escala internacional dos sintomas da próstata
A organização Mundial de saúde elaborou recentemente um teste, denominado «escala internacional dos sintomas da próstata», que apresentamos a seguir. Ela permite ao doente, bem como ao médico, determinar a gravidade dos sintomas e verificar se é ou não urgente tratamento.
Último mês Nunca Menos de 1 em 5 vezes Menos de 1 em 2 vezes Mais de 1 em 2 vezes
Cerca de 1 em 2 vezes Quase sempre
Já teve a sensação de não conseguir esvaziar a bexiga ao urinar? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de urinar outra vez, menos de duas horas após a vez anterior? 0 1 2 3 4 5
Já lhe aconteceu parar e recomeçar a urinar várias? 0 1 2 3 4 5
Teve dificuldade em reter a urina? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de fazer força e da empurrar para começar a urinar? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de se levantar de noite para urinar? 0 1 2 3 4 5
Cotação:
- 0-8: os sintomas não são muito benignos. Provavelmente, não tem razões para tratamento, mas é necessário vigiar de perto esse sintomas;
- 9-17: os sintomas são moderados. O médico deverá, provavelmente, receitar-lhe um medicamento, desde que os resultados do exame rectal e das análises sanguíneas sejam normais;
- 17 ou mais: os sintomas são graves. O médico recomendar-lhe-á provavelmente um especialista, para proceder a testes suplementares com vista a um tratamento.
TESTES A QUE O MÉDICO/TERAPEUTA PODEM RECORRER
Proceder a análises de sangue, que servem para detectar qualquer infecção, avaliar o funcionamento dos rins e determinar se o doente sofre ou não de cancro da próstata. Os testes incluem:
- a contagem de glóbulos, para verificar se existe infecção ou anemia;
- o teste à ureia e electrólitos, para avaliar o funcionamento dos rins;
- a fosfatase ácida da próstata, para verificar se há cancro da próstata;
- o teste do antigénio prostático.
As análises à urina, têm como objectivo avaliar o débito urinário e verificar se existe infecção ou não. Os testes compreendem:
- uma determinação do débito urinário, realizada através de um debitómetro, que determina em que medida a capacidade de micção normal está afectada. Enquanto a pessoa urina para um frasco, um aparelho electrónico mede a quantidade total eliminada e a velocidade de eliminação;
- um teste à urina do meio do jacto, para detectar qualquer infecção bacteriana que possa revelar uma cistite ou assinalar glóbulos vermelhos ou células de pus, bem como minúsculos fios de tecidos;
- um teste de fita reactiva para detectar a presença de açúcar e de proteínas.
- Ecografia que consiste em difundir ondas sonoras de frequência aguda no corpo do doente, que se emitem em seguida em placas de um tecido especial para reproduzir uma imagem no ecrã. A Ecografia pode revelar, o tamanho da próstata, a presença e quantidade de qualquer resíduo de urina dentro da bexiga, após a micção, e o tamanho dos rins.
- Citoscopia que consiste em inserir um fino telescópio ( citoscópio ), dentro do pénis e da bexiga. Permite determinar em pormenor o estado da uretra e da bexiga, bem como avaliar, de forma precisa, a importância da obstrução prostática.
CAUSAS POSSIVEIS DE CANCRO
Durante muito tempo, foram ignoradas as verdadeiras causas do cancro, mas face à progressão alarmante destes cancros o “grito” de alarme foi lançado por várias organizações de saúde e as coisas começam a evoluir.
Em primeiro lugar são evidentes 2 factores principais:
má alimentação;
poluição ambiental e tóxica.
Quanto à alimentação, não é um factor novo pois há já vários anos que se lançam alertas ao grande público e ele parece começar a compreender a responsabilidade da alimentação versus doença. Em particular, o abuso do álcool, carnes, gorduras, etc, são os responsáveis de grande número de males onde podemos incluir o cancro. As carnes vermelhas são hoje contestadas pela ciência e um dos factores causais do cancro da próstata. O Dr. Edward Giovannici, da Escola Médica de Harvard descobriu que os homens que comem grandes quantidades de gordura animal têm 80% mais de riscos de morrer de cancro da próstata do que aqueles que na sua alimentação quotidiana privilegiam o peixe. Demonstrou também que os óleos de peixe (Omega 3) travam o crescimento das células prostáticas cancerosas. As mesmas considerações são válidas para as doenças degenerativas no geral; isto é provado com base em estudos dos povos que praticam alimentação vegetariana.
Quando falamos de causas ambientais, falamos de substâncias como P.C.B.’S (bifenil policloretados de ...), plásticos, insecticidas, poluições industriais químicas e medicamentosas. Existem hormonas químicas que são utilizadas sem se conhecerem completamente os seus riscos para a saúde humana.
No homem existe uma hormona segregada pelos testículos e glândulas adrenais, chamada testosterona, uma hormona de juventude que activa o desenvolvimento muscular, fortifica os ossos, dirige a vida sexual e influência o sistema arterial.
A testosterona pode metabolizar-se e transformar-se numa outra hormona, sendo esta perigosa para o organismo, a dihidrotestosterona ou DHT. Um organismo equilibrado sabe como fazer face a isto e está preparado para combater o excesso de DHT. A relação da DHT como risco acrescido de cancro foi evidenciada já em 1974, ao observar-se que indivíduos com baixos níveis de DHT, apresentavam um excelente tónus muscular e uma glândula prostática normal em comparação com aqueles que possuíam níveis elevados.
Mecanismo de um tumor prostático causado por xeroestrogénio
A conversão da testosterona em D.H.T. implica a acção da enzima 5- - rudutase. Isto revela que o nosso organismo não produz apenas boas enzimas. Algumas são agressivas e agem como “um pau de dois bicos”. Por exemplo, a agressividade das células cancerígenas é estimulada pela enzima glucose 6 – P dehidrogenase, mas a acção desta enzima é neutralizada pela acção da enzima dehidroepiandosterona (DHEA). Aumentando a produção de DHT nota-se uma diminuição da testosterona e um aumento do volume da próstata. Deste modo, os tratamentos médicos têm como objectivo, entre outros, tratar e bloquear a enzima que converte a testosterona em D.H.T.
FACTORES COM INCIDÊNCIA NO CANCRO DA PRÓSTATA
- Estado psíquico (stress) – pode alterar o metabolismo e a produção e hormonas;
- Hereditariedade – a influência hereditária é confirmada na génese do cancro;
- Contacto com substâncias tóxicas – certas substâncias (insecticidas, dioxinas e metais pesados) ou certas profissões (fotógrafos, fabrico de electrodomésticos,...) são susceptíveis de influenciar o aparecimento da doença;
- Herbicidas e Pesticidas – quando ingeridos ou respirados aumentam as probabilidades;
- Abuso de álcool e tabaco – podem influenciar o desenvolvimento, diminuindo mesmo a potência;
- Abuso de outras drogas – têm influência na fertilidade e na degeneração;
- Radiações - tanto os raios X como as radiações nucleares são nefastas;
- Abuso das carnes vermelhas ou com estrogénio – além de outros problemas alteram a produção dos espermatozóides e podem tornar-se agentes cancerigenos.
CAUSAS DA DOENÇA
- Enfermidades dos nervos;
- Vida genital desorganizada (coito interrompido, masturbação frequente);
- Trepidações, sacudidelas;
- Doenças dos testículos (Orquitite – inflamação aguda ou crónica de um ou ambos os testículos);
- Focos infecciosos;
- Infecções crónicas dos testículos e das vias urinárias (ex: blenorragia, infecção genital, colibacilose das vias urinárias, micróbio da tuberculose);
- Transtornos das glândulas produtoras de hormonas;
- Substâncias prejudiciais, tóxicas, etc... (alimentos adulterados ou antinaturais, álcool, medicamentos, condimentos irritantes, café puro).
TRATAMENTOS PROPOSTOS
Comecemos pelos exames médicos destinados a determinar o estado do cancro antes de ser prescrito o tratamento.
Geralmente são considerados 4 estádios: A, B, C e D. A, B e C correspondem aos tumores que ainda não produziram metáteses. O estado D é aquele que já apresenta metáteses.
As metáteses, no caso do cancro da próstata, estendem-se em primeiro lugar pelos gânglios linfáticos, depois aos ossos e em seguida aos outros orgãos.
O tamanho também diferencia os estados:
- estado A - os tumores são microscópicos e subdivididos;
- estado B - os tumores já são palpáveis;
- estado C – o tumor envolve a quase totalidade da glândula apresentando a textura de uma pedra;
- estado D – o tumor liberta metáteses que numa primeira fase vão invadir os gânglios linfáticos (D1) e depois diversos tecidos (D2), especialmente os ossos.
A fim de precisar o grau de malignidade, os cancerólogos analisam os gânglios linfáticos da bacia ou através de uma biopsia analisam directamente os tecidos. Nestes casos é difícil de detectar as células cancerosas que “emigraram” através do sangue para se instalarem nos ossos.
Em função do estado da doença, os médicos especialistas vão escolher os tratamentos, nomeadamente:
- cirurgia
- radiação
- tratamento hormonal (ablação)
É aceite que nem a ablação nem a radiação curam um cancro com metáteses e no estado D. Os tratamentos consistem em travar a progressão das metáteses e em diminuir as dores.
Quando se faz a ablação no estado D, utilizam-se diversas substâncias destinadas a inibir a acção ou a síntese das hormonas. Muitas vezes este tratamento não é eficaz.
Deve-se compreender que o paciente com desordens na próstata deve reorganizar os seus hábitos diários, se pretende verdadeiramente reconstruir a sua saúde. Um ponto particularmente importante em termos de cura natural consiste precisamente nesta mudança de hábitos.
O homem pode limitar o risco de adquirir cancro se adoptar determinadas modificações alimentares, hábitos de vida e utilizando despistagens precoces
A avaliação iridológica pode precisar e confirmar uma anomalia do sector prostático.
Quando existem graves desordens intestinais ou do colon deve procurar-se a relação com a próstata.
O teste “Decoder Dermograph” pode igualmente dar uma pista sobre as desordens prostáticas, encaminhando para a necessidade de exames mais profundos.
Baseado na teoria da carga positiva e negativa dos tecidos, existe um teste específico para estes casos, é feito por via endorectal e consiste em medir a carga positiva e negativa da zona (teste ACN)
A utilização da medicina natural
Antes de recorrer aos medicamentos «potentes», ou à cirurgia, alguns doentes preferem experimentar terapias alternativas, as quais têm em comum, tratar a pessoa como um todo, a todos os níveis : mental, emocional, espiritual e físico. É uma abordagem completamente diferente da medicina convencional, que trata os sintomas, mais do que a pessoa.
1-Acupunctura
A acupunctura é uma antiga terapia chinesa que utiliza finas agulhas, estas são introduzidas na pele em determinados locais específicos do corpo, são pontos que se repartem ao longo de uma rede de canais energéticos invisíveis, denominados meridianos. Os meridianos são responsáveis pelo fluxo energético, que percorre o corpo e “estão ligados” aos orgãos.
A Medicina Tradicional Chinesa, baseia-se no princípio de que, a saúde representa o equilíbrio perfeito do fluxo energético ao longo do corpo. O método é baseado, na introdução de finas agulhas em aço inoxidável nos pontos de acupunctura, para que elas regulem o fluxo de energia (denominado Chi), nos meridianos, o qual é libertado, intensificado ou reduzido, consoante as necessidades. Alguns acupuntores aplicam também o calor como complemento do fluxo natural de energia do corpo. O método mais corrente é a moxibustão, que consiste em colocar folhas de moxa, sobre o ponto de acupunctura, acendendo-as de seguida. Quando se tornam demasiado quentes, são retiradas, sendo repetido várias vezes o processo e depois inserida a agulha.
Na Europa, a acupunctura é utilizada há décadas, inicialmente tinha como objectivo aliviar dores e baixar a febre, além de estimular o corpo a se curar.
Hoje em dia, os acupuntores alegam poder aliviar os sintomas da próstata através dos meridianos que regem a bexiga, o intestino grosso, o baço e os rins, os quais se situam no baixo ventre e do lado interior da parte de baixo da perna.
2-Digitopunctura
A digitopunctura é uma antiga forma de terapia japonesa, em que utiliza os mesmos canais energéticos que a acupunctura, com a diferença de que em vez da utilização de agulhas, a digitopunctura emprega a pressão dos dedos.
O príncipio deste método é a transmissão de energia para aliviar a dor e a estimulação da capacidade do corpo em se curar.
3-Reflexologia
A reflexologia é um método de tratamento que consiste em massajar de determinada maneira as extremidades reflexas, situadas ao nível dos pés. O objectivo é produzir um efeito sobre as outras partes do corpo, que podem estar situadas em regiões completamente diferentes dos pés.
Este método baseia-se no mesmo princípio que a acupunctura e a digitopunctura, diferindo nos pontos terminais, que se situam todos ao nível dos pés.
A reflexologia equilibra o fluxo energético do corpo estimulando determinados pontos nos pés, através da utilização do polegar e dos outros dedos da mão.
As perturbações das glândulas genitais femininas e masculinas, logo a próstata, reagem bem à reflexologia.
4- Fitoterapia
O tratamento de doenças através de plantas já existe à muito tempo, até ao sec. XVIII constituiu a forma de tratamento médico mais corrente no ocidente, mantem-se até hoje muito popular em todo o mundo.
Segundo os fitoterapeutas as plantas permitem ampliar os poderes naturais de cura existentes no nosso corpo.
No entanto, é necessário ser-se prudente quanto à utilização dos medicamentos à base de plantas, pois devem ser utilizados em doses cuidadosamente determinadas.
Os fitoterapeutas alegam conseguir tratar a maior parte das doenças. A hipertrofia prostática não cancerosa e os problemas de eliminação urinária a eles associados, reagem bem às tisanas à base de plantas diuréticas tais como escalracho, a cavalinha ou a couve palmiste que provocam a eliminação de urina. Uma infusão de barba de milho e quebra pedra, à razão de 10g por planta, constitui um bom diurético para tomar três vezes ao dia. Contudo existem outras plantas susceptíveis de aliviar o problema da próstata: licopodio, turnera difusa, castanha de cavalo, vara de ouro, grande celidónia, pé de leão vulgar, malva, urtiga, salsa, rosmaninho, erva de São João, tomilho selvagem e salgueiro de flor pequena.
5- Homeopatia
A homeopatia é um método terapêutico, que foi desenvolvido à cerca de 200 anos pelo médico alemão Hahnemann, como alternativa às práticas médicas que então se praticavam.
Hahnemann acreditava que os sintomas de uma pessoa, são sinais de que ela se encontra em processo de combater uma doença declarando assim: “mais do que tentar suprimir os sintomas, é preferível recorrer a uma forma de tratamento que vise ajudar a resistência”.
Os seus trabalhos, sofreram grande impulso, quando descobriu que a casca da quinquina (um remédio que se utilizava contra a malária), quando administrada a um indivíduo de boa saúde., provocava efectivamente os sintomas desta doença, tais como a febre e dores de cabeça. Esta descoberta vinha reavivar, o antigo principio formulado 500 anos A.C., pelo médico grego Hipócrates, que preconizava ”o tratamento do semelhante pelo semelhante.”
Hahnemann sustentava ainda que, as pequenas doses eram mais eficazes do que as grandes, elaborou um sistema, em que as doses são reduzidas em quantidades infinitesimais.
Hoje em dia existem centenas de remédios homeopáticos provenientes do reino vegetal e animal, cujos efeitos são benéficos para os homens que sofrem de problemas prostáticos.
Segundo a matéria do Dr. H. Voisim, Chimaphila umbellata o prostático deve apresentar:
Os sintomas indispensáveis:
- Hipertrofia da próstata ou prostatite com: sensação de peso ou de volume no recto ou no períneo; micções lentas e difíceis de serem provocadas.
- Urinas com muco abundante, viscoso e filante ou mucopurulentas; agrava com frio úmido; depois de se sentar em chão úmido ou sobre uma pedra fria.
Os sintomas frequentes:
- Dificuldade ou impossibilidade de urinar senão em pé, com os pés afastados e o corpo inclinado para frente.
- Tenesmo depois da micção.
Os sintomas possíveis:
- Prostatorréia.
- Queimadura uretral na micção, do colo da bexiga ao meato uretral.
- Dor anal latejante e profunda – do lado esquerdo do ânus.
- Obstipação pertinaz.
- Sensação de machucadura nos testiculos.
Diluição: 4 ou 5 ch
Comparações diferenciais:
- Com sensação de peso ou de volume rectal ou perineal.
Ferrum picricum, a sensação de peso é mais unicamente rectal, há mais polaquiúria nocturna, e durante a micção, sensação de queimadura no colo da bexiga. As urinas não são mucosas.
- Por motivo da dificuldade em provocar a micção.
Pareira Brava, o indivíduo deve se agachar e empurrar com muita força.
- No caso de urinas mucopurulentas.
Populus tremuloides, a micção é mais dolorosa (queimadura uretral e após a micção, dor retro-púbical) porém menos difícil de provocar.
- Zona alopática. Triticum repens, Uva ursi
Em Causticum, a micção é difícil de ser provocada e o indivíduo deve se por em pé, as pernas afastadas e inclinado para frente, porém aqui, trata-se de paresia vesical. O mesmo acontece com Sarsaparilla, porém aqui, trata-se de uma litíase renal.
Segundo o Drº. Nilo Cairo no seu livro o Guia de Medicina Homeopatica, “a prostatite é uma inflamação da próstata; pode ser aguda ou crônica: quando aguda, caracteriza-se por febre, dores e peso no período, micção dolorosa e dificuldade de evacuar, podendo terminar em resolução ou na formação de um abscesso, que se abre na uretra ou no recto; quando crônica, caracteriza-se pelo corrimento uretral de um líquido branco amarelado, espesso, não viscoso, sobretudo durante a defecção, peso ou dor no períneo, impotência, sintomas de neurastenia. Aguda, Mercurius sol. 5ª. e Pulsatilla 5ª. alternados de hora em hora; havendo supuração, Mercurius sol. 5ª. e Sabal serrulata 3ª.x ou T.M. (5 gotas), ou havendo supuração, Sulphur 30ª. e Nitri acidum 30ª. alternados, de 6 em 6 horas. Parreira brava 1ª.x e Populus tr. 1ª.x têm indicação. Assim como Chimaphila umb., Tintura-mãe. Já o prostatismo (hipertrofia da próstata) – é a obstrução da bexiga provocanda pela próstata. Caracterriza-se por aumento de volume do órgão, e dificuldade de urinar, exigindo o uso habitual da sonda, e de defecar, micção frequente e dolorosa, catarro da bexiga, embaraço gástrico, emagrecimento, debilidade geral e morte por nefrite intersticial. É moléstia própria da velhice. O aumento da próstata é devido a uma hipertrofia benigna, a um carcinoma, à fibrose ou calculose prostáticas. A hipertrofia benigna e o carcinoma têm etiologia obscura, pelo menos aos conhecimentos actuais. A fibrose é uma complicação que segue à prostatite e é encontrada nos indivíduos moços ( 30 a 50 anos). Os principais medicamentos são: Baryta carb. 5ª. Ou Baryta mur. 3.ªx trit., de manhã e à noite; durante o dia Pulsatilla 5.ª e Secale cornutum 3.ªx trit. alternados uma semana um, outra semana outro, ou Thuya 3.ª e Conium 12.ª do mesmo modo, de 3 em 3 horas. Podem também ser úteis – Sabal serrulata T.M. (5 gotas por dia) ou 3.ªx e Solidago virga aurea T.M. (5 gotas por dia) ou 3.ªx, um dia um, outro dia outro, ou Ferrum picricum 2.ªx trit. ou 3.ªx trit., ou Thlaspi T.M., de 3 em 3 horas; ou ainda Selenium 30.ª, Populus tr. 1.ªx, Chimaphila umb. T. M. ou Digitalis 1.ª ou 3.ª.Na alopatia, os produtos à base de Testosterona. Indicações cirúrgicas: A retenção aguda, a infecção aguda, os grandes divertículos da bexiga ou um aumento de intensidade nos sintomas da urina residual são indicações operatórias. Hoje em dia, de acordo com os casos, que são indicados pelo especialista, pode-se fazer a resecção endoscópica da próstata.
6- Naturopatia
A naturopatia tem por objectivo ajudar o corpo a curar-se a si próprio de diversas formas tais como medidas alimentares, exercícios e tratamentos por hidroterapia, baseando-se em grande medida no bom senso comum.
As compressas quentes e frias fazem parte dos tratamentos naturopáticos recomendados para problemas da próstata, como também, os semi-cúpios quentes e frios, ou a imersão parcial da região pélvica. Outra forma de hidroterapia, consiste em manter-se sentado num banho de água quente com os pés em água fria durante três minutos, e depois sentar-se em água fria com os pés em água quente durante um minuto.
Relativamente à alimentação, os naturopatas recomendam exclusivamente alimentos biológicos, que tenham estado, o menos tempo possível expostos aos pesticidas e outros contaminantes ambientais, e evitar os glícidos refinados, o café, o chá forte e o álcool , sobretudo a cerveja. Para a hipertrofia da próstata deve ser aumentado, o consumo de alimentos ricos em zinco, tais como as pevides de abóbora.
De resto, vários suplementos recomendados revelam-se eficazes para o tratamento da hipertrofia da próstata, sendo alguns deles habitualmente utilizados na Europa.
Os tratamentos naturopáticos recorrem às várias preparações:
- extractos de pólen de centeio;
- vara de ouro (solidago);
- alectris farinácea, como o harzol;
- ameixa africana;
- couve palmiste anã da América;
- picolinato de zinco;
- vitamina B6;
- ácidos gordos essenciais (óleo de linhaça de girassol, de onagro e de soja);
- chá de Kombucha;
- geleia real.
Na prevenção de problemas da próstata a primeira coisa a propor deve ser o regime alimentar. São de grande importância o arroz integral, legumes crus, ervilhas, tofu, soja (contém um bioflavonóide importante na prevenção) e seus derivados, nozes, amêndoas, feijão, frutas e óleo de girassol.
A geristaína, contida na soja e no tofu impede ou retarda a invasão do cancro prostático. Paralelamente, a geristaíne impede a angiosenese do tumor, isto é, o desenvolvimento dos vasos sanguíneos que permitem o desenvolvimento e alastramento do tumor.
Os suplementos alimentares que se devem utilizar diariamente são:
- ácidos gordos poli-insaturados e os ác. essenciais;
- zinco (15 mg diárias);
- sementes de abóbora misturadas nos alimentos ou em cápsulas com pólen e equinácea;
- chás de barbas de milho, lapacho e salsa;
- suco de palmito, inibe a actividade da enzima salsaredutase impedindo que a D.H.T. se lige aos receptores da célula. Tem efeito diurético;
- -caroteno (15000 U.I.);
- vitamina E (1000 mg/dia).
Homeopatia preconiza entre outros Mercurius Cor, Apis Mel, Hepar Sulfur, geralmente a 5 ou 15 CH.
Apis Mel: quando há inflamação e/ou dilatação que provoca urgência de urinar em pequenas quantidades com ardor e dor.
Belladona: quando a emissão de urina também é dolorosa e difícil, a pressão provoca algum gotejar involuntário da urina quando em pé ou em andamento.
Pulsatilla: para a urgência frequente de urinar, ligeiro gotejar ou incontinência com qualquer movimento, como por exemplo o tossir.
Drageias:
- Bétula, Cipreste, Bistorta, Urze, Alquequenje. 1 a 2 drageias de cada, uma vez ao dia, alternando de 8 em 8 dias.
- Rainha dos prados; Pé de leão, Verónica, Grama, 1 a 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.
- Várias curas por ano de: Eleuterococos ou ginseng (de preferência o vermelho). 6 drageias por dia durante um período de 4 a 6 semanas.
Infusões:
- Bétula, Cipreste, Bistorta, Urze, Alquequenje. Uma pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 1 min e deixar em infusão durante 10 min.
- 3 vezes ao dia durante 8 dias alternando com Rainha dos Prados, Pé de leão, verónica e grama. Uma pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 1 min e deixar em infusão durante 10 min.
Óleos essenciais:
- Tuia (sob receita médica) ou Marta. 2 gotas, 3 vezes ao dia.
O tratamento hidroterápico é de grande ajuda. Usar alternadamente água quente (3 min) e água fria (1 min) no baixo ventre com o chuveiro
- Banhos de assento: mornos, 2 vezes ao dia com massagem do baixo ventre.
- Banhos de vapor: 2 vezes por semana, seguidos de fricção fresca.
- Duches e afusões: das coxas e dos joelhos, todos os dias, com massagem do ventre e do baixo ventre. Afusão rectal morna.
Aromaterapia
Só deve ser usada como coadjuvante do tratamento médico. Aplicar uma compressa quente com algumas gotas de óleo de camomila, de zimbro ou de pinheiro, sobre o baixo ventre, pode aliviar rapidamente a pressão e melhorar o fluxo urinário. Quando a próstata está inflamada deve-se incluir sempre óleo de camomila, devido ao seu efeito anti-inflamatório.
Fitoterapia
Na hipertrofia da próstata a infusão de um ou de ambos os remédios seguintes pode ajudar bastante:
- Cavalinha (equisetum arvense): poderoso diurético, aumenta o fluxo urinário e ajuda a bexiga a esvaziar-se completamente, se isso não acontecer pode provocar cistite. É também adstringente e anti-inflamatória, tonificando as membranas entumecidas.
- Urtiga branca (Lamium album): outro remédio adstringente que parece possuir acção reguladora sobre o fluxo sanguíneo na região pélvica, podendo assim reduzir a dilatação excessiva da próstata.
Estas duas ervas combinadas podem acalmar as membranas e melhorar o fluxo sanguíneo.
Receitas fitoterapêuticas:
- Cloreto de magnésio: 1 saco de 20 g dissolvido em 1 L de água de Montrocuous ou volvic. A mistura deve, de preferencia, ser feita numa garrafa de vidro. Tomar ¾ de copo de manhã em jejum, excepto em casos onde exista insuficiência renal.
- Mistura das seguintes plantas em infusão: Freixo, Bétula, Agrimónia e Alquequenje. 15 g para 1 l de água e tomar 2 a 3 chávenas por dia.
- Malva (fresca): 20 g em 1 L de água, deixar em infusão durante 10 min. Tomar 2 a 3 chávenas por dia. Tem acção descongestionante.
- Urze: 20 g em 1 L de água, deixar em infusão durante 10 min. Tomar 2 chávenas por dia.
Observou-se que os problemas da próstata estão fortemente relacionados com o trato digestivo, e que a alimentação constitui um factor importante a ter em conta quando se consideram as causas possíveis deste problema. Por detrás do problema de congestão já descrito, encontram-se os processos de digestão e eliminação, e aquilo que se come e bebe terá um efeito directo sobre a questão.
Deve-se ter em mente que cada refeição aumenta a pressão, no interior, do fluxo sanguíneo e que o organismo deve colocar os nutrientes em excesso num sítio qualquer.
A naturopatia adopta uma dieta variada com muitos líquidos durante o dia para manter a urina em movimento na bexiga. Reduz o café, chá e álcool para não irritar.
Tratamento
- Primeiros dias ter uma alimentação exclusivamente crua;
- Banhos genitais de manhã ao acordar, a meio da tarde e 3 h após o jantar;
- Enfaixamentos de argila sobre o ventre, rins e por entre as pernas (à noite ao deitar);
- Ingectar água argilosa pelo ânus deixando-a toda a noite;
- Durante o dia, fazer afusões de água fria;
- Banho diário de vapor com abluções frequentes de água fria por toda a pele;
- Beber tisanas de cavalinha e hortelã-pimenta.
Alimentos que mais beneficiam o doente da próstata
Os alimentos abaixo referidos são regeneradores, purificadores, vitalizantes e fortificantes. São os alimentos mais ricos em substâncias curativas (minerais, vitaminas, etc... e em que as defesas são aumentadas).
Fruta fresca: ameixa, banana, damasco, laranja, maçã, pêssego, pêra, tangerina, uva, etc..
Hortaliças em geral: Acelgas, agrião, aipo, alcachofra, alface, alho tenro, cebola, cebolinho, cenoura, couve-flor, dente de alho, dente-de-leão, escarola, espinafres, folhas de chicória, pepino e rabanetes.
Estes alimentos devem ser comido crus a fim de haver um bom aproveitamento de todas as propriedades que os mesmos contêm. Só assim serão verdadeiramente curativos. Podem ser ingeridos em forma de saladas ou extrair os sucos e bebê-los.
Os alimentos assados devem ser usados com parcimónia.
O melhor regime alimentar é o lacto-vegetariano, mas nos doentes mais graves deve-se optar, de tempos a tempos, por um regime crudívero. No máximo, deve-se comer 3 ovos por semana. Jantar leve e o mais cedo possível. Beber líquidos suficientes durante o dia, alternando entre água, sumos de fruta e leite.
Alimentos que prejudicam os doentes da próstata
Principalmente durante o tratamento não usar:
- Salgados: peixe, queijo, azeitonas, bacalhau, sal, etc...;
- Outros: Carnes e derivados (porco, coelho ou lebre) fritos, condimentos fortes e picantes;
- Bebidas alcoólicas: aguardente, cerveja, vinho, champanhe, licores, etc...
Resta por fim falar nos meios naturais de cura: água, ar puro, argila, sol, alimentação natural, etc..., exercício físico e respiratório.
Água: A hidroterapia é de grande valor para a manutenção da saúde ou recuperação desta no caso de qualquer enfermidade.
O banho genital, banho de chuveiro, banho de vapor, banho do baixo ventre e o banho de assento são úteis no combate às enfermidades da próstata
Há compressas frias, alternadas frias e quentes, derivativas em forma de T, etc...
Ar puro é o alimento mais precioso para a conservação da saúde e o único que se deve e pode tomar continuamente sem fazer qualquer mal, só faz bem.
“O ar puro é o primeiro alimento e o primeiro medicamento” – Hipócrates
Argila é rica em vários minerais importantes para o organismo. Tem um elevado poder vital. Quando exposta ao ar e/ou ao Sol, fica mais activa.
Luz: é um alimento em especial do sistema nervoso e cada pessoa deve expor-se continuamente à luz. A luz é um agente precioso das trocas orgânicas favorecendo as reacções químicas e físicas do organismo.
Os banhos de Sol são vitalizantes e depuradores. Beneficiam muito a próstata e contribuem para o combate a diversas doenças desta glândula.
Os banhos de Sol podem ser com o:
- corpo completamente nu (para qualquer estado de doentes da próstata)
- corpo coberto (doentes da próstata com intoxicação, retenção da ureia, excesso de substâncias perturbadoras, etc...)
Exercício físico é um dos estimulantes da força vital do indivíduo. Deve ser adaptado à idade e estado de saúde.
Dos meios naturais de cura fazem ainda parte:
- repouso físico e mental a meio do dia
- sono profundo
BIBLIOGRAFIA:
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Charlish, A.; Salve a sua próstata; Publicações Prevenção de Saúde, Londres,
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Daszkiewicz, P.; A Cura pela Natureza; Enciclopédia dos Remédios Naturais;
Editorial Estampa, Londres Grã-Bretanha, 1996.
Niederhausrn, W.V.; As doenças da próstata; Edição 41209/3441; Publicações
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Rohen, J. W., Yokochi, C., Lutjen-Drecoll, E.; Anatomia humana; 4ª ed., Ed.
Manole, 1998.
Voisin, H.; Manual de Matéria Médica para o Clínico Homeopata; 2º. ed., Ed.
Organização Andrei Editora Ltda; 1987.
Literatura Aconselhada:
Sarcoma da próstata; Alves, L.; Biblioteca Nacional
Doenças da próstata; Clements, H.; Biblioteca Nacional
Próstata e a sua patologia; Fund. Puiguert – Serviço de Urologia; Biblioteca Nacional
A próstata: Doenças e cura; Santos, J. E.; Biblioteca Nacional
Hiperplasia benigna da próstata; Farna Press Edições; Biblioteca Nacional
PATOLOGIAS E TRATAMENTOS
HOMEOPATIA, FITOTERAPIA, REFLEXOLOGIA,
ACUPUNTURA, NATUROPATIA
ESBS - JUN - 2003
TRABALHO DE HOMEOPATIA
Maria João Domingos
Newton Júnior
Escola Superior de Biologia e Saúde
Jun - 2003
Lisboa - Portugal
INTRODUÇÃO:
O aparelho urinário é dos aparelhos excretores do organismo. É constituído pelos rins, que elaboram a urina, pelos ureteres, que transportam para a bexiga, pela bexiga, onde a urina se junta, e pela uretra, através da qual a urina é excretada do corpo. O aparelho urinário pode ser infectado por bactérias que causam pielite (inflamação dos rins) ou cistite (inflamação da bexiga). As infecções urinárias são mais comuns nas mulheres. Pedras minerais, presentes na urina, podem ficar depositadas no aparelho urinário, provocando dores renais. O rim é um órgão delicado e talvez seja prejudicado por alterações vasculares associadas a hipertensão ou causadas pela formação de cristais – o que acontece na gota. Se subfértil ou infertil tanto pode suceder a homens como a mulheres, por razões variadas. Os ovários, útero e colo do útero nas mulheres, bem como os testículos e a glândula próstata nos homens, são susceptíveis ao cancro.
As terapias alternativas e complementares encaram, por vezes, os distúrbios do sistema urinário e reprodutor de maneiras diferentes. Na medicina tradicional chinesa, os aparelhos reprodutores e urinário estão sob a influência do rim. Diz-se que o rim armazena o Jing. O Jing controla o crescimento e o desenvolvimento, incluindo o desenvolvimento do sistema reprodutor e uma produção saudável de esperma e óvulos. As doenças urinárias são causadas pelo funcionamento inadequado da bexiga e do rim. Um Yang do rim deficiente, por exemplo, talvez origine urina excessiva ou insuficiente. Na quiroterapia os distúrbios ginecológicos da bexiga, dos rins e da próstata são frequentemente acompanhados por dores nas costas. Esses problemas requerem, em geral, auxilio de um especialista, e os distúrbios nas costas muitas vezes desaparecem, à medida que a doença melhora. Contudo, o espasmo muscular na parte de baixo das costas pode resultar de tais disfunções e beneficiaria com a quiroterapia.
Na osteopatia associada à naturopatia no tratamento dos aparelhos reprodutores e urinários podem sofrer doenças em resultado de desequilíbrio hormonal, lesões estruturais, nutricão inadequada ou trauma emocional. As lesões osteopáticas da pélvis e a parte de baixo das costas levam, invariavelmente, a problemas nesta região, porque os nervos que controlam a actividade dos órgãos pélvicos saem da zona lombar inferior e da zona sagrada. As influências hormonais no aparelho reprodutor começam na cabeça – a posição do hipotálamo e da glândula pituitária. A osteopatia craniana tem por objectivo manter a integridade dos ossos do crânio e das membranas que revestem, de forma que o funcionamento da pituitária não seja impedido.
A fitoterapia considera as infecções urinárias recorrentes, simultaneamente, como causas e consequências de uma diminuição da vitalidade, visto que isso reduz a imunidade à infecção. As doenças do aparelho reprodutor também podem afectar a saúde de muitas maneiras, e o desequilíbrio hormonal talvez seja provocado em parte por factores como má dieta, stress e circulação deficitária. Os medicamentos fitoactivos são muito eficazes no apoio da secreção de hormonas, e podem actuar localmente nos tecidos ou órgãos afectados. As doenças masculinas – como as da próstata – são também auxiliadas com eficácia pela fitoterapia.
Na homeopatia as doenças do sistema urinário reflectem o processo patológico de todo o corpo, mudando o seu ritmo e descarga segundo a saúde do indivíduo. O aparelho reprodutor é regulador por hormonas, e muitos problemas femininos se relacionam com os ciclos, ou ritmos, regidos por mudanças hormonais. O tratamento homeopático pode ajudar a restaurar o equilíbrio rítmico.
As terapias alternativas e complementares tratam o paciente como um todo, e não meramente a disfunção apresentada. Se uma pessoa pode ser tratada e se o tratamento é bem sucedido, depende da natureza do problema e do estado geral do paciente.
OBJECTIVO:
Com este trabalho, pretende-se fazer sobressair que mesmo a mais pequena célula do nosso corpo tem a maior importância, e nada foi deixado ao acaso.
Eis uma pequenina glândula que causa graves problemas: a próstata – “é o flagelo na vida de muitos homens”.
Os homens apesar da susceptibilidade de vir a sofrer destes problemas, mantêm os seus maus hábitos de vida, menos saudáveis do que nas mulheres, influenciando ainda mais. Isto porque têm maior inclinação para o excesso de álcool, tabaco, alimentação incorrecta, pouco exercício e má relação com o “stress”.
No entanto, alguns homens começam já a preocupar-se mais com a sua saúde, adoptando deste modo hábitos de vida mais saudáveis.
O QUE É A PRÓSTATA:
A próstata é uma glândula muito pequena, masculina, pesa aproximadamente 20 g e mede cerca de 2,5 a 4 cm de largura, ou seja, do tamanho de uma castanha.
É constituída por milhões de pequenas glândulas tubulares, dispostas em 5 lóbulos: 2 laterais, 1 frontal, 1 posterior e 1 anterior. A zona interior produz secreções que ajudam a manter húmida a parte inferior da uretra. Quanto à zona externa, ela segrega um fino líquido leitoso, o qual é descarregado na uretra no momento da ejaculação e que constitui 30 a 40 % do sémen. Assim, o líquido prostático é um composto importante do esperma, ao qual fornece elementos nutritivos vitais. Também contém células musculares e fibrosas, que ajudam a glande a contrair-se e a impelir as secreções da próstata para a uretra.
A próstata situa-se imediatamente abaixo da bexiga e à frente do recto, rodeando o canal de saída da bexiga (uretra).
O aspecto mais importante a notar aqui é que a glândula é muito importante no que se refere ao esvaziamento da bexiga e está relacionada com o funcionamento do recto.
É composta por tecido glandular e muscular.
À nascença não é maior do que uma ervilha, não pesando mais do que umas gramas, ela cresce e aumenta durante a adolescência. A próstata começa a adquirir o seu tamanho adulto durante a puberdade, através do efeito das hormonas masculinas ou androgénicas até aos 20 anos de idade.
A partir dos 50 anos, a próstata recomeça a crescer naturalmente, período em que surge frequentemente a maior parte dos problemas, pois devido ao aumento, há uma tendência para exercer pressão sobre a uretra e afectar o fluxo da urina, isto é, o fluxo urinário torna-se mais lento a começar e/ou a parar, provoca gotejamento.
A URETRA E A PRÓSTATA: FUNÇÕES INDISSOCIÁVEIS
A próstata ajusta-se como um colar em torno da uretra, canal este, que transporta a urina através do pénis até ao exterior do corpo. A uretra transporta o líquido seminal e o esperma no momento da ejaculação. Os espermatozóides são produzidos pelos testículos e entrepõem-se no epididimo. Também podem alojar-se temporariamente sobre os canais deferentes (tubos que ligam os testículos aos canais ejaculadores), os quais desembocam na uretra, no interior da próstata.
Quando o homem fica sexualmente excitado, o esperma é impelido para os canais deferentes e ao atingir o orgasmo, as contracções das vesículas seminais e dos músculos da próstata forçam todo o líquido das vesículas (situadas na base da bexiga) e as secreções da próstata a serem vertidas na uretra.
FUNÇÕES DA PRÓSTATA
- O papel desempenhado pela próstata no corpo masculino é bastante curioso, pois ela não é essencial á vida, e não é sequer indispensável à reprodução, apesar de participar neste processo.
- A próstata funciona como uma glândula e como um músculo:
como glândula: fornece uma parte do líquido do esperma e segrega substâncias que favorecem os movimentos dos espermatozóides.
como músculo: participa no organismo, contrai-se vigorosamente e ajuda a ejaculação.
- Segrega líquidos que constituem 30 a 40 % do sémen e que se juntam ao líquido seminal no momento em que este se acumula à entrada da uretra, alguns segundos antes da ejaculação.
- Segrega determinados elementos nutritivos, que segundo se crê, alimentam e conservam o esperma. Estes elementos são constituídos por zinco, aminoácidos, ácido cítrico, vitaminas e glícidos. No entanto estes elementos nutritivos não são necessários à fertilização, porque o esperma que não tenha sido tocado pelo líquido prostático pode, mesmo assim, fertilizar um óvulo. É certo que a próstata exerce, sem dúvida, uma certa influência quanto à fertilidade masculina, dado que ajuda o esperma a “nadar” em direcção ao óvulo e a levar o colo uterino a abrir-se para deixar passar o esperma.
- O líquido prostático contém certas substâncias que neutralizam as bactérias.
- A próstata ajuda a dirigir o sémen para o exterior durante a ejaculação, impedindo assim o esperma de retroceder para a bexiga.
- Contém substâncias que conferem ao esperma o seu odor característico.
- Segregam certas enzimas, tais como as fosfatasses e as antigeres prostáticas específicas, que dão ao esperma a sua fluidez e permitem ao espermatozóide “nadar”.
- Segrega as prostaglandinas que são substâncias hormonais. Estas produzem um determinado efeito sobre as vias genitais do homem. Como fazem com que o colo uterino se abra a fim de facilitar a entrada do esperma no útero, considera-se que são importantes no processo de fertilização. Além disso, o facto de o líquido prostático ser ejaculado, ao que se crê, na primeira contracção do orgasmo, imediatamente antes da saída da parte mais importante do sémen das vesículas seminais parece apoiar essa teoria. Finalmente, julga-se que as prostaglandinas incitam as vias genitais masculinas a contraírem-se, o que ajudaria a impelir os espermatozóides em direcção ao óvulo.
- A próstata é o lugar onde a testosterona (hormona produzida pelos testículos) se decompõe.
OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA PRÓSTATA
As veias tem uma importância especial nas desordens da glândula próstata porque estas tendem a produzir varizes, isto deve-se ao facto de as válvulas das veias enfraquecerem e estas alargarem, logo o fluxo sanguíneo é afectado.
As principais perturbações que podem afectar a próstata, são as infecções e os tumores, na sua maioria mais benignos que malignos.
O problema deve-se essencialmente a uma hipertrofia, o que significa que se observa um crescimento excessivo do tecido normal. A hipertrofia deste tipo é geralmente precedida de congestão. A congestão é normalmente acompanhada por certas ocorrências, isto é, observa-se um maior fornecimento de sangue ao corpo e o tecido fica desequilibrado em termos de nutrição e eliminação de produtos tóxicos. Pode-se tomar como ponto inicial do problema.
Prostite
A Prostite é uma inflamação da próstata devido a uma infecção. Este fenómeno é extremamente vulgar, sobretudo entre os 30 e os 50 anos, e calcula-se que 1 em cada 3 homens sofre deste problema num determinado momento da sua vida. Este pode estar presente durante vários anos sem produzir sintomas visíveis e depois subitamente, desencadeiam-se sem razão aparente.
Por outro lado, os resultados de autópsias demonstraram que, nos homens com menos de 40 anos, 1 em cada 5 sofre de prostite crónica num momento de sua vida. Esta relação eleva-se mesmo até 3 em cada 5, nos indivíduos com mais de 40 anos .
Daí que se julgue que a inflamação crónica da próstata possa permanecer sem provocar sintomas. Com efeito, a prostite crónica não bacteriana é muito habitual entre os 30 e os 50 anos.
A prostite pode ser aguda ou crónica. Por definição, uma perturbação aguda surge subitamente. Pode ser grave ou não, mas normalmente é de curta duração. Uma perturbação crónica, por seu turno, dura mais tempo, e por vezes resiste a qualquer tratamento.
A prostatite é muitas vezes, causada por uma infecção bacteriana, que se estende desde os intestinos e que prossegue o seu caminho até ao sistema urinário, quer através da uretra, quer através da corrente sanguínea ou dos líquidos linfáticos.
Além disso, existe por vezes uma ligação com os microorganismos que desencadeiam uma doença sexualmente transmissível como é o caso da blenorragia ou das infecções por clamidia. Finalmente, o fungo candida também pode ser a causa.
Se a prostatite não for tratada, ou se os tratamento medicamentosos se revelarem infrutíferos, a próstata arrisca-se a encher-se de pus, o que poderá trazer , evidentemente consequências assustadoras. Pode mesmo acabar por rebentar e libertar pus para a uretra, que irá escoar para a extremidade do pénis. Este fenómeno pode também causar graves infecções nas outras regiões do tracto urinário.
Tipos de prostatite
1. Infecção bacteriana aguda;
2. Infecção crónica (bacteriana ou não) ;
3. Prostatodinia em que pode provocar dores, mesmo na ausência de indícios evidentes de inflamação ou de infecção.
1 - Infecção bacteriana aguda: Trata-se de uma afecção pouco frequente. Normalmente é causada por bactérias provenientes dos intestinos e que se infiltram no sistema urinário, quer através da uretra, quer através do sangue ou dos líquidos linfáticos. Por vezes existe uma ligação com os organismos que causam uma doença sexualmente transmissível (blenorragia ou clamidia).
1.1 - Os sintomas mais frequentes são:
- sensação de mal estar geral;
- arrepios ou febre;
- dor nas coxas e na zona genital;
- dor profunda no peritoneu (região entre a bolsa do escroto que contêm os testículos e o ânus);
- dor na região lombar;
- dor no baixo ventre;
- dor e dificuldade ao urinar;
- presença de sangue na urina ( hematúria );
- maior frequência na urgência em urinar;
- urina de aspecto turvo e com mau cheiro;
- dor na ejaculação.
Após colheita de informação é procedido o diagnóstico, em que é feito um exame rectal-digital, se o homem sofrer de prostatite, a próstata apresentar-se-á quente, inchada e sensível.
Para detectar a causa da infecção, é feito uma série de testes nas amostras de urina e secreções uretrais, que serão recolhidas massajando a próstata.
2 - Prostatite crónica: é menos frequente que a prostatite aguda, mas é muito mais difícil de dominar. Existem dois tipos, a bacteriana e a não bacteriana.
2.1 - Prostatite crónica bacteriana - existem microorganismos que se podem infiltrar na próstata e aí desencadear uma infecção com pus e abcesso. A próstata incha rapidamente, bloqueando os canais habituais de drenagem e encarcerando assim as bactérias. As secreções prostáticas envolvem os invasores bacterianos, que começam a endurecer e adquirir a consistência de pequenas pedras ou cristais. Infelizmente esta mutação, também as protege contra os ataques do sistema imunitário, o que explica o reaparecimento repetido da prostatite bacteriana crónica. Este fenómeno explica também porque se torna tão difícil tratá-la com sucesso.
2.1.2-Sintomas:
- eliminação urinária frequente;
- dor ao urinar;
- dor na próstata, nas partes genitais ou no recto;
- testículos inchados;
- dor lombar;
- corrimento aquoso do pénis;
- dor durante a ejaculação;
- sangue no esperma;
- ejaculação precoce;
- consistência mole e esponjosa da próstata, no exame rectal digital.
2.2 - Prostatite crónica não bacteriana - quando existe uma inflamação, mas sem quaisquer sinais de infecção. Por outra palavras, quando as secreções prostáticas contêm células de pus branco, mas não têm bactérias.
Ignora-se ainda hoje, a causa exacta deste tipo de prostatite, embora tenham sido avançadas diversas teorias. Segundo um delas, esta afecção resultaria de uma saída anormal da bexiga, que força a urina para os canais e a conduz a partir da próstata, provocando irritações e inflamações. Esta situação pode ser desencadeada ou agravada, se o homem for praticante de jogging ou de qualquer outro desporto enérgico e o fizer com a bexiga cheia. Segundo outra teoria, determinados homens, têm secreções prostáticas mais espessas e talvez mais ácidas do que o normal, não podendo escoar pelos canais mais estreitos. Estas secreções espessas acumulam-se e acabam por causar a irritação e o aumento da próstata.
2.2.1-Sintomas mais comuns:
- eliminação urinária frequente;
- dor ao urinar;
- dor na próstata, nas partes genitais ou no recto;
- dor lombar, sobretudo após uma relação sexual;
- corrimento da uretra, sobretudo após uma relação sexual.
Aparentemente, a prostatite bacteriana crónica pode afectar a fertilidade. É evidente que também se pode dizer o mesmo acerca das outras formas de prostatite, mas tal parece ser particularmente verdade no primeiro caso. Com efeito, as análises dos líquidos prostáticos de pacientes, com este tipo de doença, revelam importantes alterações, tanto nas propriedades físicas como nos constituintes químicos destes líquidos. Por outro lado, crê-se que tais alterações possam ter grande influência sobre a qualidade do sémen e consequentemente na fertilidade. Para saber em que medida a fertilidade foi afectada, pode ser efectuado um exame laboratorial de uma amostra do esperma, que poderá fornecer uma contagem de espermatozóides e uma avaliação da sua vitalidade. Como cuidados particulares, o aumento da frequência das ejaculações, pode aliviar a prostatite crónica não bacteriana, pois a ejaculação permite drenar a próstata de qualquer excesso de secreção, provocando um aumento temporário do fluxo sanguíneo. Desta maneira, as referidas consequências favorecem a eliminação de toxinas. Em certos casos, porém, o aumento da frequência das ejaculações, não faz mais do que agravar o problema.
Hiperplasia prostática
Chama-se “Hiperplasia Prostática Benigna” (HBP) ou hipertrofia da próstata benigna, ao estado, desta, quando aumenta de volume. Na verdade, este órgão aumenta naturalmente, à medida que o homem envelhece, em particular após os cinquenta anos de idade, devido a um aumento do número de células da próstata. O fenómeno ocorre na parte central da próstata, junto à uretra.
Efectivamente, nesta faixa etária, 1/3 conhecem este tipo de sintomas, como demonstrou um estudo realizado na Escócia, pelo professor William Garraway (Lancet 1991). Além disso, a frequência dos sintomas aumenta com o envelhecimento de tal maneira que, por exemplo, manifesta-se em 60% dos homens de sessenta anos, e perto de 70%, em indivíduos com setenta anos e assim por diante.
Na realidade, um grande número de homens nunca consultou um especialista, mesmo quando em presença de sintomas de aumento da próstata, porque sentem grande embaraço em comentar o problema. Preferem sofrer em silêncio e suportar, um estado, cuja tendência é para piorar.
A hipertrofia da próstata pode portanto tornar-se incómoda ao afectar o sono nocturno, pois obriga a urinar com maior frequência, ou afectar a actividade sexual devido à necessidade de se encontrar sempre próximo da casa de banho.
Mas não há razão para o homem sofrer em silêncio, pois apesar de não ser um caso de urgência, em que não necessita de hospitalização imediata, tem que ser tratado o mais breve possível, pois a hipertrofia prostática pode ser recuperada eficazmente quando tratada a tempo.
Como os sintomas se desenvolvem lentamente ao longo dos anos, muitos homens presumem, que, trata-se simplesmente de um aspecto inevitável do processo de envelhecimento, deixando passar muito tempo antes de consultarem um médico para seguir um tratamento adequado. No entanto, alguns homens têm a sorte de nunca experimentarem estes sintomas.
A hipertrofia prostática pode também ter por efeito, empurrar a urina encarcerada na bexiga, de novo para os rins, e com a pressão assim exercida, provocar insuficiência renal. Contudo, tal situação é rara, mas é razão suficiente para levar a sério o problema.
Embora não se saiba exactamente qual a causa deste aumento, é no entanto evidente que se trata de uma afecção hormono-dependente no sentido em que é estimulada pelas hormonas androgénicas, mais propriamente a testosterona.
Mas esta constatação dá lugar a outro enigma; porque razão é que a próstata começa aumentar só a partir dos cinquenta anos, quando os niveis de testosterona têm tendência para baixar? Esta pergunta faz com muitos especialistas se questionem qual o tratamento mais apropriado.
Por outro lado, o regime alimentar é também um factor susceptível de contribuir para o aumento da próstata. Com efeito, suspeita-se da existência de uma ligação com a alimentação, porque se sabe, de forma indubitável, que a hipertrofia prostática é muito mais frequente no Ocidente do que na China ou no Japão.
Ora, como os costumes alimentares ocidentais diferem grandemente dos seguidos no Oriente, é assim possível que os orientais estejam «protegidos» pelo seu regime alimentar, composto, em grande parte, por alimentos à base de soja, tofu, frutos e legumes.
Sabe-se que a taxa de prolactina aumenta a concentração de dihidrotestosterona na próstata e, consequentemente, estimula o seu aumento.
Mas quais são os factores que podem fazer aumentar as taxas de prolactina e que, em consequência, podem contribuir para a hipertrofia da próstata? São conhecidas duas:
- o stress;
- a cerveja.
Como também são conhecidos dois elementos que reduzem a taxa de prolactina cuja carência, contribui para o aumento da próstata:
- o zinco;
- a vitamina B6.
Sintomas:
- obstrução do fluxo urinário (prostatismo), devido ao aumento de pressão da próstata hipertrofiada exercida sobre a uretra, a qual se encontra mais ou menos fechada;
- um fluxo urinário fraco e lento, que se manifesta sobretudo de manhã, ao levantar;
- dificuldade em iniciar o jacto de urina, a que se chama «retardamento da micção»;
- tendência para parar e recomeçar a urinar pouco depois, a que se chama «jacto intermitente»;
- sensação de que a bexiga não fica completamente esvaziada;
- incontinência ;
- gotejamento de urina;
- retenção urinária;
- dor ou mal-estar ao urinar (disúria);
- presença de sangue na urina (hematúria);
- necessidade urgente de correr para uma casa de banho para urinar;
- necessidade cada vez mais frequente de urinar (duas em duas horas);
- necessidade de se levantar de noite para urinar (nictúria);
- necessidade de fazer força para para empurrar a urina;
- presença de sangue no sémen (hemospermia).
Perante estes sintomas, o indivíduo não os deve negligenciar, sob o pretexto de que eles fazem inevitavelmente parte do processo de envelhecimento, pois ao recusar qualquer ajuda médica, existem três problemas que podem acontecer:
- Em primeiro lugar, pode ficar subitamente impossibilitado de urinar, o que é muito desagradável e que requer tratamento de urgência hospitalar, onde é procedido à introdução de um tubo (cateter) dentro da bexiga, para drenar o excesso de urina.
Com a força de tentar empurrar a urina através da uretra contraída, as paredes musculares da bexiga, fortificam-se e espessam-se, podendo acabar por obstruir os canais que conduzem a urina dos rins para a bexiga. Tal situação pode provocar uma pielonefrite, ou seja, uma inflamação do rim habitualmente causada por uma infecção bacteriana. Os sintomas são febres altas, arrepios e dores lombares.
- Em segundo lugar, a bexiga pode ficar de tal modo inchada, tornando-se impossível esvaziá-la completamente de cada vez que se urina. A bexiga enche-se gradualmente, de maneira que a princípio, não existe dor, nem sintomas evidentes. Depois acaba por urinar muito rapidamente, sem controlo. Outro sintoma mais embaraçante e incómodo é quando o homem descobre que molha a cama durante a noite (enuresia) .
A bexiga que nunca consegue esvaziar, arrisca-se a conservar uma acumulação de urina estagnada, dando, eventualmente, lugar à reprodução de bactérias e causar uma cistite, ou seja, uma inflamação da parede interna da bexiga.
- Em terceiro, os músculos da bexiga podem tornar-se mais fracos e incapazes de suportar a resistência do fluxo urinário. Podem então deixar completamente de funcionar, num processo súbito e gradual.
Se o problema surgir subitamente, tal poderá provocar retenção aguda, que é muito dolorosa e requer tratamento de urgência.
Em contrapartida, se o funcionamento dos músculos afrouxar gradualmente, pode provocar o stress de incontinência, cuja primeira manifestação é o gotejar de urina de cada vez que o homem tosse, espirra ou ri. Se a afecção continuar a não ser tratada, o doente pode desenvolver uma retenção aguda ou mesmo uma insuficiência renal.
DOENÇAS DEGENERATIVAS
Durante muito tempo o cancro da próstata era considerado como uma doença que apenas acontecia com a velhice. Hoje, o homem de 40/50 anos é considerado um indivíduo em risco e susceptível de desenvolver um cancro da próstata.
Mesmo com idades mais jovens existem boas razões de preocupação com problemas deste tipo, como por exemplo o cancro dos testiculos que afecta alguns homens com menos de 35 anos.
Em França 15000 novos casos de cancro da próstata são diagnosticados todos os anos, enquanto nos E.U.A. este número ultrapassa os 20000.
Este tipo de cancro está em grande desenvolvimento e aumento nos países mais industrializados.
Nota-se um grande aumento destes casos entre 1990 e 1994 em comparação com 1982 e 1986. Certamente que o aumento da poluição não é indiferente a este fenómeno.
Como todos os tipos de cancro, é uma doença terrível, mas nestes casos em especial é uma doença de temer, pois pode muito rapidamente “metastesear” em direcção aos orgãos vizinhos, causando ao doente um sofrimento difícil de suportar.
O problema também está relacionado com o trato digestivo, possui uma natureza puramente mecânica. A posição da próstata torna-a susceptível às pressões provocadas por intestinos descaídos, o que pode actuar como uma causa irritante capaz de provocar congestão. Existe uma relação entre a glândula e o recto, e quando as fezes passam lentamente por esta parte do intestino podem provocar uma pressão directa sobre a glândula e os vasos sanguíneos que a rodeiam, assim como sobre outros tecidos.
Esta pressão é tão directa que muitos doentes notam que a secreção glandular pode ser passada para a urina, o que deve ser considerado como um sinal de perigo e constantemente vigiado.
Um estado ocasional de obstipação pode não provocar danos permanentes, mas quando persiste ao longo de meses e anos o efeito local sobre a glândula tende a fazer-se sentir. Os laxativos que são usados para corrigir esta situação podem ser igualmente irritantes. Estes remédios provocam muitas vezes irritação e congestão dos tecidos do recto, que se espalham com o tempo à próstata. Os maus hábitos alimentares, a indolência dos intestinos que normalmente os acompanha e o uso de drogas laxativas constituem uma cadeia de acontecimentos que podem justificar as perturbações da próstata e muitos outros problemas fisiológicos.
O diagnóstico do problema apresenta poucas dificuldades para o terapeuta. Com o toque rectal, pode-se sentir facilmente a próstata dilatada, pelo que as indicações fornecidas pelo doente podem ser confirmadas.
Assim como os testículos, a próstata é um orgão sexual, em que o seu equilíbrio depende da relação entre as diferentes hormonas sexuais masculinas. Quando este equilíbrio é interrompido (algumas das hormonas deixam de ser produzidas ou outras são demasiado abundantes) vai causar um crescimento anormal de uma região da próstata: o adenoma prostático. O adenoma comprime os canais que atravessam esta zona causando dificuldades em urinar. Esta é uma situação frequente nos homens de 60 anos e que pode ser resolvida cirugicamente sempre que o médico aconselhar. Mas outros sinais podem aparecer.
- a saída da urina torna-se difícil;
- às vezes é preciso fazer força para urinar;
- urinar frequentemente e em pequenas quantidades;
- aparecimento de sangue na urina;
- alteração do funcionamento intestinal (obstipação);
- aparecimento de caroços;
- dores na coluna;
- Mal-estar na próstata;
- Hipertrofia da próstata;
- Perdas de esperma ou de líquido prostático;
- Escassez de esperma;
- Dor na região da próstata;
- E também, transtornos de origem nervosa, cansaço mental, tendência à diabetes, tendência a que a ureia aumente (mesmo sem doença renal), transtornos dos orgãos sexuais o que pode levar o indivíduo à impotência, tendência a que a arteriosclerose seja acelerada, urina turva, mal-estar na região do ânus e do recto ao urinar, presença de pus ou de sangue, etc...
- Pela carência de hormonas produzidas pela próstata pode haver perturbações da circulação sanguínea e tensão arterial muito baixa ou muito alta.
Escala internacional dos sintomas da próstata
A organização Mundial de saúde elaborou recentemente um teste, denominado «escala internacional dos sintomas da próstata», que apresentamos a seguir. Ela permite ao doente, bem como ao médico, determinar a gravidade dos sintomas e verificar se é ou não urgente tratamento.
Último mês Nunca Menos de 1 em 5 vezes Menos de 1 em 2 vezes Mais de 1 em 2 vezes
Cerca de 1 em 2 vezes Quase sempre
Já teve a sensação de não conseguir esvaziar a bexiga ao urinar? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de urinar outra vez, menos de duas horas após a vez anterior? 0 1 2 3 4 5
Já lhe aconteceu parar e recomeçar a urinar várias? 0 1 2 3 4 5
Teve dificuldade em reter a urina? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de fazer força e da empurrar para começar a urinar? 0 1 2 3 4 5
Teve necessidade de se levantar de noite para urinar? 0 1 2 3 4 5
Cotação:
- 0-8: os sintomas não são muito benignos. Provavelmente, não tem razões para tratamento, mas é necessário vigiar de perto esse sintomas;
- 9-17: os sintomas são moderados. O médico deverá, provavelmente, receitar-lhe um medicamento, desde que os resultados do exame rectal e das análises sanguíneas sejam normais;
- 17 ou mais: os sintomas são graves. O médico recomendar-lhe-á provavelmente um especialista, para proceder a testes suplementares com vista a um tratamento.
TESTES A QUE O MÉDICO/TERAPEUTA PODEM RECORRER
Proceder a análises de sangue, que servem para detectar qualquer infecção, avaliar o funcionamento dos rins e determinar se o doente sofre ou não de cancro da próstata. Os testes incluem:
- a contagem de glóbulos, para verificar se existe infecção ou anemia;
- o teste à ureia e electrólitos, para avaliar o funcionamento dos rins;
- a fosfatase ácida da próstata, para verificar se há cancro da próstata;
- o teste do antigénio prostático.
As análises à urina, têm como objectivo avaliar o débito urinário e verificar se existe infecção ou não. Os testes compreendem:
- uma determinação do débito urinário, realizada através de um debitómetro, que determina em que medida a capacidade de micção normal está afectada. Enquanto a pessoa urina para um frasco, um aparelho electrónico mede a quantidade total eliminada e a velocidade de eliminação;
- um teste à urina do meio do jacto, para detectar qualquer infecção bacteriana que possa revelar uma cistite ou assinalar glóbulos vermelhos ou células de pus, bem como minúsculos fios de tecidos;
- um teste de fita reactiva para detectar a presença de açúcar e de proteínas.
- Ecografia que consiste em difundir ondas sonoras de frequência aguda no corpo do doente, que se emitem em seguida em placas de um tecido especial para reproduzir uma imagem no ecrã. A Ecografia pode revelar, o tamanho da próstata, a presença e quantidade de qualquer resíduo de urina dentro da bexiga, após a micção, e o tamanho dos rins.
- Citoscopia que consiste em inserir um fino telescópio ( citoscópio ), dentro do pénis e da bexiga. Permite determinar em pormenor o estado da uretra e da bexiga, bem como avaliar, de forma precisa, a importância da obstrução prostática.
CAUSAS POSSIVEIS DE CANCRO
Durante muito tempo, foram ignoradas as verdadeiras causas do cancro, mas face à progressão alarmante destes cancros o “grito” de alarme foi lançado por várias organizações de saúde e as coisas começam a evoluir.
Em primeiro lugar são evidentes 2 factores principais:
má alimentação;
poluição ambiental e tóxica.
Quanto à alimentação, não é um factor novo pois há já vários anos que se lançam alertas ao grande público e ele parece começar a compreender a responsabilidade da alimentação versus doença. Em particular, o abuso do álcool, carnes, gorduras, etc, são os responsáveis de grande número de males onde podemos incluir o cancro. As carnes vermelhas são hoje contestadas pela ciência e um dos factores causais do cancro da próstata. O Dr. Edward Giovannici, da Escola Médica de Harvard descobriu que os homens que comem grandes quantidades de gordura animal têm 80% mais de riscos de morrer de cancro da próstata do que aqueles que na sua alimentação quotidiana privilegiam o peixe. Demonstrou também que os óleos de peixe (Omega 3) travam o crescimento das células prostáticas cancerosas. As mesmas considerações são válidas para as doenças degenerativas no geral; isto é provado com base em estudos dos povos que praticam alimentação vegetariana.
Quando falamos de causas ambientais, falamos de substâncias como P.C.B.’S (bifenil policloretados de ...), plásticos, insecticidas, poluições industriais químicas e medicamentosas. Existem hormonas químicas que são utilizadas sem se conhecerem completamente os seus riscos para a saúde humana.
No homem existe uma hormona segregada pelos testículos e glândulas adrenais, chamada testosterona, uma hormona de juventude que activa o desenvolvimento muscular, fortifica os ossos, dirige a vida sexual e influência o sistema arterial.
A testosterona pode metabolizar-se e transformar-se numa outra hormona, sendo esta perigosa para o organismo, a dihidrotestosterona ou DHT. Um organismo equilibrado sabe como fazer face a isto e está preparado para combater o excesso de DHT. A relação da DHT como risco acrescido de cancro foi evidenciada já em 1974, ao observar-se que indivíduos com baixos níveis de DHT, apresentavam um excelente tónus muscular e uma glândula prostática normal em comparação com aqueles que possuíam níveis elevados.
Mecanismo de um tumor prostático causado por xeroestrogénio
A conversão da testosterona em D.H.T. implica a acção da enzima 5- - rudutase. Isto revela que o nosso organismo não produz apenas boas enzimas. Algumas são agressivas e agem como “um pau de dois bicos”. Por exemplo, a agressividade das células cancerígenas é estimulada pela enzima glucose 6 – P dehidrogenase, mas a acção desta enzima é neutralizada pela acção da enzima dehidroepiandosterona (DHEA). Aumentando a produção de DHT nota-se uma diminuição da testosterona e um aumento do volume da próstata. Deste modo, os tratamentos médicos têm como objectivo, entre outros, tratar e bloquear a enzima que converte a testosterona em D.H.T.
FACTORES COM INCIDÊNCIA NO CANCRO DA PRÓSTATA
- Estado psíquico (stress) – pode alterar o metabolismo e a produção e hormonas;
- Hereditariedade – a influência hereditária é confirmada na génese do cancro;
- Contacto com substâncias tóxicas – certas substâncias (insecticidas, dioxinas e metais pesados) ou certas profissões (fotógrafos, fabrico de electrodomésticos,...) são susceptíveis de influenciar o aparecimento da doença;
- Herbicidas e Pesticidas – quando ingeridos ou respirados aumentam as probabilidades;
- Abuso de álcool e tabaco – podem influenciar o desenvolvimento, diminuindo mesmo a potência;
- Abuso de outras drogas – têm influência na fertilidade e na degeneração;
- Radiações - tanto os raios X como as radiações nucleares são nefastas;
- Abuso das carnes vermelhas ou com estrogénio – além de outros problemas alteram a produção dos espermatozóides e podem tornar-se agentes cancerigenos.
CAUSAS DA DOENÇA
- Enfermidades dos nervos;
- Vida genital desorganizada (coito interrompido, masturbação frequente);
- Trepidações, sacudidelas;
- Doenças dos testículos (Orquitite – inflamação aguda ou crónica de um ou ambos os testículos);
- Focos infecciosos;
- Infecções crónicas dos testículos e das vias urinárias (ex: blenorragia, infecção genital, colibacilose das vias urinárias, micróbio da tuberculose);
- Transtornos das glândulas produtoras de hormonas;
- Substâncias prejudiciais, tóxicas, etc... (alimentos adulterados ou antinaturais, álcool, medicamentos, condimentos irritantes, café puro).
TRATAMENTOS PROPOSTOS
Comecemos pelos exames médicos destinados a determinar o estado do cancro antes de ser prescrito o tratamento.
Geralmente são considerados 4 estádios: A, B, C e D. A, B e C correspondem aos tumores que ainda não produziram metáteses. O estado D é aquele que já apresenta metáteses.
As metáteses, no caso do cancro da próstata, estendem-se em primeiro lugar pelos gânglios linfáticos, depois aos ossos e em seguida aos outros orgãos.
O tamanho também diferencia os estados:
- estado A - os tumores são microscópicos e subdivididos;
- estado B - os tumores já são palpáveis;
- estado C – o tumor envolve a quase totalidade da glândula apresentando a textura de uma pedra;
- estado D – o tumor liberta metáteses que numa primeira fase vão invadir os gânglios linfáticos (D1) e depois diversos tecidos (D2), especialmente os ossos.
A fim de precisar o grau de malignidade, os cancerólogos analisam os gânglios linfáticos da bacia ou através de uma biopsia analisam directamente os tecidos. Nestes casos é difícil de detectar as células cancerosas que “emigraram” através do sangue para se instalarem nos ossos.
Em função do estado da doença, os médicos especialistas vão escolher os tratamentos, nomeadamente:
- cirurgia
- radiação
- tratamento hormonal (ablação)
É aceite que nem a ablação nem a radiação curam um cancro com metáteses e no estado D. Os tratamentos consistem em travar a progressão das metáteses e em diminuir as dores.
Quando se faz a ablação no estado D, utilizam-se diversas substâncias destinadas a inibir a acção ou a síntese das hormonas. Muitas vezes este tratamento não é eficaz.
Deve-se compreender que o paciente com desordens na próstata deve reorganizar os seus hábitos diários, se pretende verdadeiramente reconstruir a sua saúde. Um ponto particularmente importante em termos de cura natural consiste precisamente nesta mudança de hábitos.
O homem pode limitar o risco de adquirir cancro se adoptar determinadas modificações alimentares, hábitos de vida e utilizando despistagens precoces
A avaliação iridológica pode precisar e confirmar uma anomalia do sector prostático.
Quando existem graves desordens intestinais ou do colon deve procurar-se a relação com a próstata.
O teste “Decoder Dermograph” pode igualmente dar uma pista sobre as desordens prostáticas, encaminhando para a necessidade de exames mais profundos.
Baseado na teoria da carga positiva e negativa dos tecidos, existe um teste específico para estes casos, é feito por via endorectal e consiste em medir a carga positiva e negativa da zona (teste ACN)
A utilização da medicina natural
Antes de recorrer aos medicamentos «potentes», ou à cirurgia, alguns doentes preferem experimentar terapias alternativas, as quais têm em comum, tratar a pessoa como um todo, a todos os níveis : mental, emocional, espiritual e físico. É uma abordagem completamente diferente da medicina convencional, que trata os sintomas, mais do que a pessoa.
1-Acupunctura
A acupunctura é uma antiga terapia chinesa que utiliza finas agulhas, estas são introduzidas na pele em determinados locais específicos do corpo, são pontos que se repartem ao longo de uma rede de canais energéticos invisíveis, denominados meridianos. Os meridianos são responsáveis pelo fluxo energético, que percorre o corpo e “estão ligados” aos orgãos.
A Medicina Tradicional Chinesa, baseia-se no princípio de que, a saúde representa o equilíbrio perfeito do fluxo energético ao longo do corpo. O método é baseado, na introdução de finas agulhas em aço inoxidável nos pontos de acupunctura, para que elas regulem o fluxo de energia (denominado Chi), nos meridianos, o qual é libertado, intensificado ou reduzido, consoante as necessidades. Alguns acupuntores aplicam também o calor como complemento do fluxo natural de energia do corpo. O método mais corrente é a moxibustão, que consiste em colocar folhas de moxa, sobre o ponto de acupunctura, acendendo-as de seguida. Quando se tornam demasiado quentes, são retiradas, sendo repetido várias vezes o processo e depois inserida a agulha.
Na Europa, a acupunctura é utilizada há décadas, inicialmente tinha como objectivo aliviar dores e baixar a febre, além de estimular o corpo a se curar.
Hoje em dia, os acupuntores alegam poder aliviar os sintomas da próstata através dos meridianos que regem a bexiga, o intestino grosso, o baço e os rins, os quais se situam no baixo ventre e do lado interior da parte de baixo da perna.
2-Digitopunctura
A digitopunctura é uma antiga forma de terapia japonesa, em que utiliza os mesmos canais energéticos que a acupunctura, com a diferença de que em vez da utilização de agulhas, a digitopunctura emprega a pressão dos dedos.
O príncipio deste método é a transmissão de energia para aliviar a dor e a estimulação da capacidade do corpo em se curar.
3-Reflexologia
A reflexologia é um método de tratamento que consiste em massajar de determinada maneira as extremidades reflexas, situadas ao nível dos pés. O objectivo é produzir um efeito sobre as outras partes do corpo, que podem estar situadas em regiões completamente diferentes dos pés.
Este método baseia-se no mesmo princípio que a acupunctura e a digitopunctura, diferindo nos pontos terminais, que se situam todos ao nível dos pés.
A reflexologia equilibra o fluxo energético do corpo estimulando determinados pontos nos pés, através da utilização do polegar e dos outros dedos da mão.
As perturbações das glândulas genitais femininas e masculinas, logo a próstata, reagem bem à reflexologia.
4- Fitoterapia
O tratamento de doenças através de plantas já existe à muito tempo, até ao sec. XVIII constituiu a forma de tratamento médico mais corrente no ocidente, mantem-se até hoje muito popular em todo o mundo.
Segundo os fitoterapeutas as plantas permitem ampliar os poderes naturais de cura existentes no nosso corpo.
No entanto, é necessário ser-se prudente quanto à utilização dos medicamentos à base de plantas, pois devem ser utilizados em doses cuidadosamente determinadas.
Os fitoterapeutas alegam conseguir tratar a maior parte das doenças. A hipertrofia prostática não cancerosa e os problemas de eliminação urinária a eles associados, reagem bem às tisanas à base de plantas diuréticas tais como escalracho, a cavalinha ou a couve palmiste que provocam a eliminação de urina. Uma infusão de barba de milho e quebra pedra, à razão de 10g por planta, constitui um bom diurético para tomar três vezes ao dia. Contudo existem outras plantas susceptíveis de aliviar o problema da próstata: licopodio, turnera difusa, castanha de cavalo, vara de ouro, grande celidónia, pé de leão vulgar, malva, urtiga, salsa, rosmaninho, erva de São João, tomilho selvagem e salgueiro de flor pequena.
5- Homeopatia
A homeopatia é um método terapêutico, que foi desenvolvido à cerca de 200 anos pelo médico alemão Hahnemann, como alternativa às práticas médicas que então se praticavam.
Hahnemann acreditava que os sintomas de uma pessoa, são sinais de que ela se encontra em processo de combater uma doença declarando assim: “mais do que tentar suprimir os sintomas, é preferível recorrer a uma forma de tratamento que vise ajudar a resistência”.
Os seus trabalhos, sofreram grande impulso, quando descobriu que a casca da quinquina (um remédio que se utilizava contra a malária), quando administrada a um indivíduo de boa saúde., provocava efectivamente os sintomas desta doença, tais como a febre e dores de cabeça. Esta descoberta vinha reavivar, o antigo principio formulado 500 anos A.C., pelo médico grego Hipócrates, que preconizava ”o tratamento do semelhante pelo semelhante.”
Hahnemann sustentava ainda que, as pequenas doses eram mais eficazes do que as grandes, elaborou um sistema, em que as doses são reduzidas em quantidades infinitesimais.
Hoje em dia existem centenas de remédios homeopáticos provenientes do reino vegetal e animal, cujos efeitos são benéficos para os homens que sofrem de problemas prostáticos.
Segundo a matéria do Dr. H. Voisim, Chimaphila umbellata o prostático deve apresentar:
Os sintomas indispensáveis:
- Hipertrofia da próstata ou prostatite com: sensação de peso ou de volume no recto ou no períneo; micções lentas e difíceis de serem provocadas.
- Urinas com muco abundante, viscoso e filante ou mucopurulentas; agrava com frio úmido; depois de se sentar em chão úmido ou sobre uma pedra fria.
Os sintomas frequentes:
- Dificuldade ou impossibilidade de urinar senão em pé, com os pés afastados e o corpo inclinado para frente.
- Tenesmo depois da micção.
Os sintomas possíveis:
- Prostatorréia.
- Queimadura uretral na micção, do colo da bexiga ao meato uretral.
- Dor anal latejante e profunda – do lado esquerdo do ânus.
- Obstipação pertinaz.
- Sensação de machucadura nos testiculos.
Diluição: 4 ou 5 ch
Comparações diferenciais:
- Com sensação de peso ou de volume rectal ou perineal.
Ferrum picricum, a sensação de peso é mais unicamente rectal, há mais polaquiúria nocturna, e durante a micção, sensação de queimadura no colo da bexiga. As urinas não são mucosas.
- Por motivo da dificuldade em provocar a micção.
Pareira Brava, o indivíduo deve se agachar e empurrar com muita força.
- No caso de urinas mucopurulentas.
Populus tremuloides, a micção é mais dolorosa (queimadura uretral e após a micção, dor retro-púbical) porém menos difícil de provocar.
- Zona alopática. Triticum repens, Uva ursi
Em Causticum, a micção é difícil de ser provocada e o indivíduo deve se por em pé, as pernas afastadas e inclinado para frente, porém aqui, trata-se de paresia vesical. O mesmo acontece com Sarsaparilla, porém aqui, trata-se de uma litíase renal.
Segundo o Drº. Nilo Cairo no seu livro o Guia de Medicina Homeopatica, “a prostatite é uma inflamação da próstata; pode ser aguda ou crônica: quando aguda, caracteriza-se por febre, dores e peso no período, micção dolorosa e dificuldade de evacuar, podendo terminar em resolução ou na formação de um abscesso, que se abre na uretra ou no recto; quando crônica, caracteriza-se pelo corrimento uretral de um líquido branco amarelado, espesso, não viscoso, sobretudo durante a defecção, peso ou dor no períneo, impotência, sintomas de neurastenia. Aguda, Mercurius sol. 5ª. e Pulsatilla 5ª. alternados de hora em hora; havendo supuração, Mercurius sol. 5ª. e Sabal serrulata 3ª.x ou T.M. (5 gotas), ou havendo supuração, Sulphur 30ª. e Nitri acidum 30ª. alternados, de 6 em 6 horas. Parreira brava 1ª.x e Populus tr. 1ª.x têm indicação. Assim como Chimaphila umb., Tintura-mãe. Já o prostatismo (hipertrofia da próstata) – é a obstrução da bexiga provocanda pela próstata. Caracterriza-se por aumento de volume do órgão, e dificuldade de urinar, exigindo o uso habitual da sonda, e de defecar, micção frequente e dolorosa, catarro da bexiga, embaraço gástrico, emagrecimento, debilidade geral e morte por nefrite intersticial. É moléstia própria da velhice. O aumento da próstata é devido a uma hipertrofia benigna, a um carcinoma, à fibrose ou calculose prostáticas. A hipertrofia benigna e o carcinoma têm etiologia obscura, pelo menos aos conhecimentos actuais. A fibrose é uma complicação que segue à prostatite e é encontrada nos indivíduos moços ( 30 a 50 anos). Os principais medicamentos são: Baryta carb. 5ª. Ou Baryta mur. 3.ªx trit., de manhã e à noite; durante o dia Pulsatilla 5.ª e Secale cornutum 3.ªx trit. alternados uma semana um, outra semana outro, ou Thuya 3.ª e Conium 12.ª do mesmo modo, de 3 em 3 horas. Podem também ser úteis – Sabal serrulata T.M. (5 gotas por dia) ou 3.ªx e Solidago virga aurea T.M. (5 gotas por dia) ou 3.ªx, um dia um, outro dia outro, ou Ferrum picricum 2.ªx trit. ou 3.ªx trit., ou Thlaspi T.M., de 3 em 3 horas; ou ainda Selenium 30.ª, Populus tr. 1.ªx, Chimaphila umb. T. M. ou Digitalis 1.ª ou 3.ª.Na alopatia, os produtos à base de Testosterona. Indicações cirúrgicas: A retenção aguda, a infecção aguda, os grandes divertículos da bexiga ou um aumento de intensidade nos sintomas da urina residual são indicações operatórias. Hoje em dia, de acordo com os casos, que são indicados pelo especialista, pode-se fazer a resecção endoscópica da próstata.
6- Naturopatia
A naturopatia tem por objectivo ajudar o corpo a curar-se a si próprio de diversas formas tais como medidas alimentares, exercícios e tratamentos por hidroterapia, baseando-se em grande medida no bom senso comum.
As compressas quentes e frias fazem parte dos tratamentos naturopáticos recomendados para problemas da próstata, como também, os semi-cúpios quentes e frios, ou a imersão parcial da região pélvica. Outra forma de hidroterapia, consiste em manter-se sentado num banho de água quente com os pés em água fria durante três minutos, e depois sentar-se em água fria com os pés em água quente durante um minuto.
Relativamente à alimentação, os naturopatas recomendam exclusivamente alimentos biológicos, que tenham estado, o menos tempo possível expostos aos pesticidas e outros contaminantes ambientais, e evitar os glícidos refinados, o café, o chá forte e o álcool , sobretudo a cerveja. Para a hipertrofia da próstata deve ser aumentado, o consumo de alimentos ricos em zinco, tais como as pevides de abóbora.
De resto, vários suplementos recomendados revelam-se eficazes para o tratamento da hipertrofia da próstata, sendo alguns deles habitualmente utilizados na Europa.
Os tratamentos naturopáticos recorrem às várias preparações:
- extractos de pólen de centeio;
- vara de ouro (solidago);
- alectris farinácea, como o harzol;
- ameixa africana;
- couve palmiste anã da América;
- picolinato de zinco;
- vitamina B6;
- ácidos gordos essenciais (óleo de linhaça de girassol, de onagro e de soja);
- chá de Kombucha;
- geleia real.
Na prevenção de problemas da próstata a primeira coisa a propor deve ser o regime alimentar. São de grande importância o arroz integral, legumes crus, ervilhas, tofu, soja (contém um bioflavonóide importante na prevenção) e seus derivados, nozes, amêndoas, feijão, frutas e óleo de girassol.
A geristaína, contida na soja e no tofu impede ou retarda a invasão do cancro prostático. Paralelamente, a geristaíne impede a angiosenese do tumor, isto é, o desenvolvimento dos vasos sanguíneos que permitem o desenvolvimento e alastramento do tumor.
Os suplementos alimentares que se devem utilizar diariamente são:
- ácidos gordos poli-insaturados e os ác. essenciais;
- zinco (15 mg diárias);
- sementes de abóbora misturadas nos alimentos ou em cápsulas com pólen e equinácea;
- chás de barbas de milho, lapacho e salsa;
- suco de palmito, inibe a actividade da enzima salsaredutase impedindo que a D.H.T. se lige aos receptores da célula. Tem efeito diurético;
- -caroteno (15000 U.I.);
- vitamina E (1000 mg/dia).
Homeopatia preconiza entre outros Mercurius Cor, Apis Mel, Hepar Sulfur, geralmente a 5 ou 15 CH.
Apis Mel: quando há inflamação e/ou dilatação que provoca urgência de urinar em pequenas quantidades com ardor e dor.
Belladona: quando a emissão de urina também é dolorosa e difícil, a pressão provoca algum gotejar involuntário da urina quando em pé ou em andamento.
Pulsatilla: para a urgência frequente de urinar, ligeiro gotejar ou incontinência com qualquer movimento, como por exemplo o tossir.
Drageias:
- Bétula, Cipreste, Bistorta, Urze, Alquequenje. 1 a 2 drageias de cada, uma vez ao dia, alternando de 8 em 8 dias.
- Rainha dos prados; Pé de leão, Verónica, Grama, 1 a 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.
- Várias curas por ano de: Eleuterococos ou ginseng (de preferência o vermelho). 6 drageias por dia durante um período de 4 a 6 semanas.
Infusões:
- Bétula, Cipreste, Bistorta, Urze, Alquequenje. Uma pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 1 min e deixar em infusão durante 10 min.
- 3 vezes ao dia durante 8 dias alternando com Rainha dos Prados, Pé de leão, verónica e grama. Uma pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 1 min e deixar em infusão durante 10 min.
Óleos essenciais:
- Tuia (sob receita médica) ou Marta. 2 gotas, 3 vezes ao dia.
O tratamento hidroterápico é de grande ajuda. Usar alternadamente água quente (3 min) e água fria (1 min) no baixo ventre com o chuveiro
- Banhos de assento: mornos, 2 vezes ao dia com massagem do baixo ventre.
- Banhos de vapor: 2 vezes por semana, seguidos de fricção fresca.
- Duches e afusões: das coxas e dos joelhos, todos os dias, com massagem do ventre e do baixo ventre. Afusão rectal morna.
Aromaterapia
Só deve ser usada como coadjuvante do tratamento médico. Aplicar uma compressa quente com algumas gotas de óleo de camomila, de zimbro ou de pinheiro, sobre o baixo ventre, pode aliviar rapidamente a pressão e melhorar o fluxo urinário. Quando a próstata está inflamada deve-se incluir sempre óleo de camomila, devido ao seu efeito anti-inflamatório.
Fitoterapia
Na hipertrofia da próstata a infusão de um ou de ambos os remédios seguintes pode ajudar bastante:
- Cavalinha (equisetum arvense): poderoso diurético, aumenta o fluxo urinário e ajuda a bexiga a esvaziar-se completamente, se isso não acontecer pode provocar cistite. É também adstringente e anti-inflamatória, tonificando as membranas entumecidas.
- Urtiga branca (Lamium album): outro remédio adstringente que parece possuir acção reguladora sobre o fluxo sanguíneo na região pélvica, podendo assim reduzir a dilatação excessiva da próstata.
Estas duas ervas combinadas podem acalmar as membranas e melhorar o fluxo sanguíneo.
Receitas fitoterapêuticas:
- Cloreto de magnésio: 1 saco de 20 g dissolvido em 1 L de água de Montrocuous ou volvic. A mistura deve, de preferencia, ser feita numa garrafa de vidro. Tomar ¾ de copo de manhã em jejum, excepto em casos onde exista insuficiência renal.
- Mistura das seguintes plantas em infusão: Freixo, Bétula, Agrimónia e Alquequenje. 15 g para 1 l de água e tomar 2 a 3 chávenas por dia.
- Malva (fresca): 20 g em 1 L de água, deixar em infusão durante 10 min. Tomar 2 a 3 chávenas por dia. Tem acção descongestionante.
- Urze: 20 g em 1 L de água, deixar em infusão durante 10 min. Tomar 2 chávenas por dia.
Observou-se que os problemas da próstata estão fortemente relacionados com o trato digestivo, e que a alimentação constitui um factor importante a ter em conta quando se consideram as causas possíveis deste problema. Por detrás do problema de congestão já descrito, encontram-se os processos de digestão e eliminação, e aquilo que se come e bebe terá um efeito directo sobre a questão.
Deve-se ter em mente que cada refeição aumenta a pressão, no interior, do fluxo sanguíneo e que o organismo deve colocar os nutrientes em excesso num sítio qualquer.
A naturopatia adopta uma dieta variada com muitos líquidos durante o dia para manter a urina em movimento na bexiga. Reduz o café, chá e álcool para não irritar.
Tratamento
- Primeiros dias ter uma alimentação exclusivamente crua;
- Banhos genitais de manhã ao acordar, a meio da tarde e 3 h após o jantar;
- Enfaixamentos de argila sobre o ventre, rins e por entre as pernas (à noite ao deitar);
- Ingectar água argilosa pelo ânus deixando-a toda a noite;
- Durante o dia, fazer afusões de água fria;
- Banho diário de vapor com abluções frequentes de água fria por toda a pele;
- Beber tisanas de cavalinha e hortelã-pimenta.
Alimentos que mais beneficiam o doente da próstata
Os alimentos abaixo referidos são regeneradores, purificadores, vitalizantes e fortificantes. São os alimentos mais ricos em substâncias curativas (minerais, vitaminas, etc... e em que as defesas são aumentadas).
Fruta fresca: ameixa, banana, damasco, laranja, maçã, pêssego, pêra, tangerina, uva, etc..
Hortaliças em geral: Acelgas, agrião, aipo, alcachofra, alface, alho tenro, cebola, cebolinho, cenoura, couve-flor, dente de alho, dente-de-leão, escarola, espinafres, folhas de chicória, pepino e rabanetes.
Estes alimentos devem ser comido crus a fim de haver um bom aproveitamento de todas as propriedades que os mesmos contêm. Só assim serão verdadeiramente curativos. Podem ser ingeridos em forma de saladas ou extrair os sucos e bebê-los.
Os alimentos assados devem ser usados com parcimónia.
O melhor regime alimentar é o lacto-vegetariano, mas nos doentes mais graves deve-se optar, de tempos a tempos, por um regime crudívero. No máximo, deve-se comer 3 ovos por semana. Jantar leve e o mais cedo possível. Beber líquidos suficientes durante o dia, alternando entre água, sumos de fruta e leite.
Alimentos que prejudicam os doentes da próstata
Principalmente durante o tratamento não usar:
- Salgados: peixe, queijo, azeitonas, bacalhau, sal, etc...;
- Outros: Carnes e derivados (porco, coelho ou lebre) fritos, condimentos fortes e picantes;
- Bebidas alcoólicas: aguardente, cerveja, vinho, champanhe, licores, etc...
Resta por fim falar nos meios naturais de cura: água, ar puro, argila, sol, alimentação natural, etc..., exercício físico e respiratório.
Água: A hidroterapia é de grande valor para a manutenção da saúde ou recuperação desta no caso de qualquer enfermidade.
O banho genital, banho de chuveiro, banho de vapor, banho do baixo ventre e o banho de assento são úteis no combate às enfermidades da próstata
Há compressas frias, alternadas frias e quentes, derivativas em forma de T, etc...
Ar puro é o alimento mais precioso para a conservação da saúde e o único que se deve e pode tomar continuamente sem fazer qualquer mal, só faz bem.
“O ar puro é o primeiro alimento e o primeiro medicamento” – Hipócrates
Argila é rica em vários minerais importantes para o organismo. Tem um elevado poder vital. Quando exposta ao ar e/ou ao Sol, fica mais activa.
Luz: é um alimento em especial do sistema nervoso e cada pessoa deve expor-se continuamente à luz. A luz é um agente precioso das trocas orgânicas favorecendo as reacções químicas e físicas do organismo.
Os banhos de Sol são vitalizantes e depuradores. Beneficiam muito a próstata e contribuem para o combate a diversas doenças desta glândula.
Os banhos de Sol podem ser com o:
- corpo completamente nu (para qualquer estado de doentes da próstata)
- corpo coberto (doentes da próstata com intoxicação, retenção da ureia, excesso de substâncias perturbadoras, etc...)
Exercício físico é um dos estimulantes da força vital do indivíduo. Deve ser adaptado à idade e estado de saúde.
Dos meios naturais de cura fazem ainda parte:
- repouso físico e mental a meio do dia
- sono profundo
BIBLIOGRAFIA:
Cairo, N.; Guia de Medicina Homeopática; Livraria Teixeira; São Paulo, 1983.
Charlish, A.; Salve a sua próstata; Publicações Prevenção de Saúde, Londres,
1997.
Daszkiewicz, P.; A Cura pela Natureza; Enciclopédia dos Remédios Naturais;
Editorial Estampa, Londres Grã-Bretanha, 1996.
Niederhausrn, W.V.; As doenças da próstata; Edição 41209/3441; Publicações
Europa-América, Lda.
Rohen, J. W., Yokochi, C., Lutjen-Drecoll, E.; Anatomia humana; 4ª ed., Ed.
Manole, 1998.
Voisin, H.; Manual de Matéria Médica para o Clínico Homeopata; 2º. ed., Ed.
Organização Andrei Editora Ltda; 1987.
Literatura Aconselhada:
Sarcoma da próstata; Alves, L.; Biblioteca Nacional
Doenças da próstata; Clements, H.; Biblioteca Nacional
Próstata e a sua patologia; Fund. Puiguert – Serviço de Urologia; Biblioteca Nacional
A próstata: Doenças e cura; Santos, J. E.; Biblioteca Nacional
Hiperplasia benigna da próstata; Farna Press Edições; Biblioteca Nacional
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